Pascal Rossignol/Reuters
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Platini é muito próximo a Blatter para conduzir a Fifa, afirma rival

Chung Mong-joon, da Coreia do Sul, concorrerá à presidência

ANDREW CALLUS, REUTERS

17 Agosto 2015 | 09h24

Chung Mong-joon, da Coreia do Sul, disse nesta segunda-feira que seu rival francês para a presidência da Fifa, Michel Platini, é muito ligado ao atual dirigente, Joseph Blatter, para ser a pessoa certa para conduzir o órgão que comanda o futebol mundial, abalado por um escândalo de corrupção.

Ao lançar sua candidatura ao cargo, em Paris, Chung afirmou em entrevista coletiva que "Michel Platini foi um grande jogador de futebol, é meu bom amigo. Seu problema é que ele não parece compreender a gravidade da crise de corrupção na Fifa”.

Platini, que dirige a federação europeia, a Uefa, e entrou no mês passado na disputa cada vez mais acirrada pelo comando da Fifa, não estava imediatamente disponível para comentar as declarações. O ex-jogador da seleção francesa pediu repetidamente que ele deixasse o cargo, desde que em maio vieram à tona as acusações de corrupção contra a Fifa. Ele tem dito que o escândalo revirou seu estômago.

Ex-vice-presidente da Fifa e um dos herdeiros do grupo Hyundai, Chung disse que Platini é membro do comitê executivo da entidade desde 2002 e deveria ter feito mais para erradicar a corrupção. "Recentemente, Platini disse que Blatter é seu inimigo, mas sabemos que o relacionamento deles era como o de mentor e protegido, ou pai e filho", disse Chung, de 63 anos, herdeiro bilionário do conglomerado industrial sul-coreano Hyundai.

Blatter foi reeleito para um quinto mandato como presidente da Fifa em 29 de maio, mas quatro dias depois anunciou sua renúncia em meio à pior crise da história da entidade. Ele deve deixar oficialmente o cargo depois da eleição de seu sucessor, em fevereiro. Blatter não está sendo acusado de nenhum delito, mas sua trajetória na entidade que comanda desde 1998, e da qual foi diretor técnico em 1975 e secretário-geral em 1981, tem sido fortemente criticada.

O ex-jogador Zico, o ex-meio-campista de Trinidad e Tobago David Nakhid e o presidente da federação liberiana, Musa Bility, também disseram que estão na disputa. O príncipe jordaniano Ali Bin Al-Hussein e o sul-africano Tokyo Sexwale da Jordânia estão pensando em lançar candidatura. 

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