Michael Buholzer/AFP
Michael Buholzer/AFP

Platini fala em injustiça e promete provar sua inocência após punição

Comitê de Ética da Fifa suspende francês por 90 dias

Estadão Conteúdo, O Estado de S. Paulo

08 de outubro de 2015 | 16h16

Suspenso por 90 dias pelo Comitê de Ética da Fifa nesta quinta-feira, o francês Michel Platini se pronunciou através de um comunicado oficial. O presidente da Uefa reclamou do vazamento da punição, afirmando que se trata de uma tentativa de prejudicar a sua reputação, se declarou inocente e disse que as acusações são vagas. Além disso, prometeu recorrer da decisão.

"No início desta tarde, fui informado da decisão do Comitê de Ética da Fifa de me impor uma suspensão provisória de 90 dias, com efeito imediato. Essa decisão, da qual vou recorrer de maneira apropriada no momento adequado, já tinha sido objeto de um vazamento deliberado, e eu dei a minha opinião sobre isso no início do dia", afirmou.

Platini é investigado por ter recebido 2 milhões de francos suíços da Fifa em 2011, tema pelo qual foi interrogado pela Justiça da Suíça e do qual se defendeu afirmando que o valor lhe foi pago por serviços prestados à entidade. Mas ele defende a sua inocência e garante que não existem provas que incriminem o presidente da Uefa.  "Rejeito todas as acusações que foram feitas contra mim, que são com base em meras aparências e são surpreendentemente vagas", disse.

O presidente da Uefa insinuou que as acusações e a punição imposta pela Fifa são uma tentativa de manchar a sua reputação. "Apesar da natureza ridícula desses eventos, eu me recuso a acreditar que esta é uma decisão política tomada às pressas a fim de manchar uma longa vida devotada ao jogo ou para  esmagar a minha candidatura à presidência da Fifa", disse.

Até o anúncio da punição, Platini era o principal favorito a vencer a eleição presidencial da Fifa, marcada para o fim de fevereiro de 2016. A sua suspensão, porém, deve impedi-lo de participar do processo eleitoral. Mas o presidente da Uefa garantiu que não vai desistir de seus objetivos.

"Eu quero que todos saibam meu estado de espírito: mais do que um sentimento de injustiça ou um desejo de vingança, eu sou guiado por um profundo sentimento de desafio. Eu estou mais determinado do que nunca para me defender perante os organismos judiciais pertinentes", declarou.

Platini encerra o seu comunicado agradecendo os apoios que recebeu após o anúncio da sua suspensão pelo Comitê de Ética da Fifa. "Quero reiterar nos termos mais fortes possíveis que vou me dedicar a garantir que a minha boa-fé prevaleça. Eu recebi inúmeras mensagens de apoio hoje vindas de federações filiadas à Uefa e de outras confederações me incentivando a continuar o meu trabalho de servir aos interesses do futebol. Nada vai me fazer desistir desse compromisso", concluiu.

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