Platini questiona ausência de Pelé da comissão da Copa de 2014

Presidente da Uefa e ex-jogador está inconformado com decisão da CBF em não contar com o Rei do futebol

Jamil Chade e Leonencio Nossa, especial para o Estadão

28 de outubro de 2007 | 22h15

"Onde está Pelé?" A pergunta não é de ninguém menos que Michel Platini, presidente da Uefa e um dos membros do Comitê Executivo da Fifa que irá selecionar o Brasil como sede para a Copa de 2014, na próxima terça-feira. Neste domingo, em meio à movimentação de governadores, autoridades, cartolas e até o mago Paulo Coelho, o grande ausente da campanha brasileira para sediar o Mundial era Pelé.   Veja também:  Fifa pede a governadores que evitem problemas para CBF   Inconformado pela ausência do ex-número 10 da seleção, Platini não se continha e questionava os jornalistas brasileiros para entender a razão da exclusão de Pelé na campanha, que além de Paulo Coelho e Romário tem o presidente Luis Inácio Lula da Silva como patronos da iniciativa. "Por que é que Pelé não está? O Pelé é o Brasil", afirmou Platini.   Oficialmente, o Rei do futebol estará na Europa dentro dos próximos dias, mas apenas participando de promoções de produtos esportivos, como grama sintética. Para jornalistas estrangeiros que irão cobrir a escolha da sede de 2014, a ausência do jogador considerado como o melhor do mundo chama atenção. "Não há ninguém mais conhecido no mundo que Pelé", afirmou um americano.   Tradicionalmente, os países usam seus maiores astros como embaixadores das campanhas. No início do ano, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, organizou uma reunião com Pelé para tentar convencê-lo de participar da iniciativa e negociar os termos desse envolvimento. Antes mesmo do encontro, os assessores do ex-jogador alertavam que Pelé estaria temendo ser envolvido em eventuais escândalos relacionados aos recursos da campanha. Inimigos, Teixeira e Pelé não conseguiram se entender e o ex-jogador acabou ficando de fora. Romário e o escritor Paulo Coelho foram colocados como os embaixadores da campanha. "Isso é briga de família", afirmou Platini. "No final de contas, somos todos humanos", disse.   Platini, porém, não deixou de ironizar a comparação entre Romário e Pelé pela marca dos mil gols. "Acho que no Brasil estão com problemas matemáticos", ironizou Platini. "Alguém ainda precisa me explicar quais gols foram contabilizados nessa conta", disse.

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