Fabrice Coffrini/ AFP
Fabrice Coffrini/ AFP

Platini se oferece para explicar pagamento ao comitê de ética da Fifa

Francês teria recebido R$ 8 milhões por serviços entre 1998 e 2002

SIMON EVANS, REUTERS

28 de setembro de 2015 | 15h06

O presidente da Uefa e candidato à presidência da Fifa, Michel Platini, disse nesta segunda-feira que se ofereceu para conversar com o comitê de ética da Fifa para ajudar a esclarecer quaisquer questões relacionadas aos 2 milhões de francos suíços (R$ 8 milhões) que recebeu em 2011 da federação internacional de futebol.

A quantia, que Platini diz ter sido parte de um pagamento por um “trabalho em tempo integral” que teve na Fifa, foi classificada como um “pagamento desleal” pelos promotores suíços na sexta-feira, quando anunciaram estar iniciando procedimentos criminais contra o presidente da Fifa, Joseph Blatter

Em uma carta às associações que fazem parte da Uefa, Platini repetiu que “não foi acusado de nenhum malfeito” pelas autoridades e que o pagamento foi correto.

“Desejo esclarecer que, no período entre 1998 e 2002, estive empregado pela Fifa para trabalhar em uma gama de assuntos relacionados ao futebol”, escreveu o ex-jogador da Juventus e da seleção francesa.

“Era um emprego em tempo integral e minhas funções eram conhecidas de todos. A remuneração foi combinada na ocasião, e depois que os pagamentos iniciais foram feitos a quantia final restante de 2 milhões de francos suíços foi paga em fevereiro de 2011”.

“Esta renda foi totalmente declarada por mim às autoridades, de acordo com a lei suíça”, acrescentou.

Platini prestou depoimento aos promotores suíços na sexta-feira – mesmo dia em que Blatter foi questionado pelo escritório do procurador-geral (OAG, na sigla em inglês). Blatter afirma não ter feito nada ilegal ou inadequado.

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