Platini se recusa a participar de audiência no Comitê de Ética da Fifa

Michel Platini não vai comparecer à audiência marcada para sexta-feira no Comitê de Ética da Fifa porque acredita que o seu caso foi julgado antecipadamente. Os advogados de Platini disseram em um comunicado nesta quarta-feira que o veredicto "já foi anunciado na semana passada pela imprensa".

Estadão Conteúdo

16 de dezembro de 2015 | 11h29

Embora os investigadores da Fifa tenham pedido a imposição de uma banimento por toda a vida, Platini poderia receber uma pena de vários anos, que, porém, o deixaria afastado do futebol e acabaria com a sua ambição de assumir a presidência da entidade.

"Com esta decisão, Michel Platini quer expressar sua indignação mais profunda com um processo que ele considera como meramente político, destinando-se a evitar que ele dispute a presidência da Fifa", disseram os advogados do craque francês. Platini parece ter perdido a presunção de inocência e será representado apenas por seus advogados, acrescenta o comunicado.

A decisão foi anunciada menos de 90 minutos após os juízes do Comitê de Ética da Fifa prometerem um julgamento justo de Platini, mesmo que ele tivesse ameaçado boicotar a audiência, o que realmente ocorrerá.

"Nós gostaríamos de sublinhar claramente que a câmara decisória do comitê de ética vai lidar com o caso com apreço, da mesma forma como com qualquer outro procedimento de forma independente e de uma maneira imparcial", declarou o comitê através de um comunicado.

O caso gira em torno de um polêmico pagamento de US$ 2 milhões a Platini, aprovado por Joseph Blatter e realizado pela Fifa em 2011. A versão de ambos é que o pagamento se tratou de um salário retroativo.

Blatter, que também corre o risco de receber uma suspensão vitalícia, disse que vai participar da sua audiência nesta quinta-feira. Será o retorno do suíço para a Fifa após uma ausência forçada de mais de dois meses em razão do seu afastamento da presidência da entidade.

Os veredictos devem ser apresentados até a próxima terça-feira. As punições podem ser contestadas no Comitê de Apelações da Fifa e, em seguida, na Corte Arbitral do Esporte. Os casos devem ser resolvidos em janeiro, um mês ates do Congresso da Fifa, marcado para 26 de fevereiro, em Zurique, quando será eleito o próximo presidente da entidade.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.