Platini sugere que Catar divida a Copa com vizinhos

Apesar do Catar ter sido escolhido no último mês de dezembro como sede da Copa do Mundo de 2022, o presidente da Uefa (União Europeia de Futebol), Michel Platini, defende a ideia de que o torneio tenha seus jogos distribuídos entre outros países do Golfo Pérsico.

AE-AP, Agência Estado

26 de janeiro de 2011 | 08h59

O dirigente francês também reforçou a campanha para que o Mundial no Catar tenha a data transferida de junho/julho para janeiro como forma de evitar as altas temperaturas do país árabe.

"Sou favorável de que se jogue (a Copa) no inverno e que se repartam os jogos em vários países do Golfo (Pérsico). Seria bom para o desenvolvimento do futebol nessa região do mundo", disse Platini, em entrevista ao jornal francês "L''Équipe".

Se a sugestão de Platini for aceita, será a primeira vez que um país com candidatura única à Copa do Mundo dividirá as partidas com outras nações. O Catar é uma península que só faz fronteira com a Arábia Saudita, mas também fica próximo dos Emirados Árabes Unidos, de Omã, do Bahrein, do Kuwait e do Irã.

Além da maior divulgação do futebol na região do Golfo Pérsico, a tese defendida pelo presidente da Uefa também se apoia na geografia. Com apenas 11.437 quilômetros quadrados, o Catar será o menor país da história a receber o Mundial. No projeto apresentado à Fifa, dez dos 12 estádios previstos estarão localizados num raio de 30 quilômetros, o que dificulta os lucros com o turismo.

TV - A Fifa anunciou nesta quarta-feira que a maior emissora de TV do Catar, a Al-Jazeera, comprou os direitos de transmissão das Copas de 2018, na Rússia, e de 2022, no próprio país, para 23 territórios e países do Oriente Médio e Norte da África. O valor não foi divulgado.

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