Leon Neal/AP
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Platini vai propor 40 seleções nas próximas Copas do Mundo

Ideia vai ao contrário do rival, Joseph Blatter, que deseja diminuir o número, para dar mais espaço a africanos e asiáticos

Jamil Chade , O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2013 | 08h51

GENEBRA - Candidato a ser o próximo presidente da Fifa, Michel Platini propõe uma Copa do Mundo com 40 seleções. As revelações sobre seu plano foram publicadas hoje pela imprensa britânica e são uma reação à proposta que o atual presidente da entidade, Joseph Blatter, havia feito na sexta-feira de que europeus e sul-americanos deveriam reduzir o número de vagas na Copa para dar mais espaço para africanos e asiáticos.

Platini, presidente da Uefa, está sendo pressionado por suas associações a defender as posições para as seleções europeias. Mas, ao mesmo tempo, precisa dar sinais ao resto do mundo de que, se eleito presidente da Fifa, não atenderá apenas aos interesses europeus. A solução seria a expansão da Copa de 32 seleções para 40. Duas vagas extras seriam dadas para os africanos, duas extras para asiáticos, duas para as Américas, além de um time a mais da Oceania e outro, claro, da Europa. Com isso, dos 40 classificados para a Copa de 2018, 14 viriam da Europa e sete da África.

“Eu estou totalmente de acordo com Blatter de que os africanos precisam ter mais espaço. Mas isso podemos fazer ampliando a Copa”, disse. Seu projeto promete causar críticas. Isso porque a expansão da Copa de 24 para 32 times já foi um gesto político e que, para muitos prejudicou o nível da competição, principalmente na primeira fase. Agora, uma nova expansão poderia levar o Taįti para a Copa, aquele mesmo que perdeu de dez à zero para a Espanha na Copa das Confederações.

Para seus críticos, não se pode colocar em jogo o Mundial apenas como forma de dar uma solução para a disputa de poder na Fifa. Em 2015, Blatter e Platini se enfrentam pelo cargo mais cobiçado entre os cartolas. Ex-aliados, os dois agora travam um duelo por votos. Blatter, seguindo o modelo de seu mentor João Havelange, entendeu que buscar apoio entre africanos e asiáticos será fundamental. Afinal, juntos eles representam 50% dos votos na Fifa.

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