PM antecipa e evita briga de torcidas após o clássico paulista

Conflito iria acontecer nas imediações do cemitério do Araçá, que fica próximo ao estádio do Pacaembu, local da partida

Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2014 | 18h27

Momentos antes do clássico deste sábado entre Corinthians e Palmeiras, a Polícia Militar descobriu que integrantes de torcidas organizadas dos dois clubes haviam marcado uma briga após a partida nas imediações do cemitério do Araçá, que fica próximo ao Pacaembu, local da partida.

"O plano dos palmeirenses era sair pela Praça Charles Miller e percorrer algumas ruas estreitas do bairro do Pacaembu para chegar até o cemitério e lá brigar com os corintianos. Assim que ficamos sabendo dessa briga, reforçamos o policiamento no local para não deixar que as duas torcidas se encontrassem", disse ao Estado o capitão Silva, da Rocam (Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas).

Dentro do estádio, ocorreram dois confrontos entre palmeirenses e policiais militares. Logo após o gol de Henrique, aos 24 minutos do primeiro tempo, uma bomba estourou e, na sequência, palmeirenses tentaram romper o cordão de policiais no tobogã que os separavam da área onde estavam os corintianos. A confusão só parou depois da chegada de reforço policial.

Depois, um palmeirense que estava na arquibancada verde, localizada no portão principal do estádio, passou mal e precisou sair de ambulância. Durante o atendimento, ocorreu nova confusão e três palmeirenses foram detidos.

Por causa das brigas ocorridas neste sábado dentro do Pacaembu, o Palmeiras corre risco de ser punido pelo STJD. Em julgamento de caso semelhante ocorrido no Itaquerão durante o clássico com São Paulo no dia 21 de setembro, o Corinthians foi multado em R$ 50 mil e perdeu um mando de campo.

O clássico deste sábado era considerado de alto risco. Por isso, a PM aumentou o efetivo que normalmente é de 500 homens para 600. O principal temor era com possíveis confrontos em regiões periféricas da Capital e na cidades vizinhas. No último domingo, um palmeirense morreu em São Bernardo após participar de emboscada a santistas na Rodovia Anchieta.

A morte de Leonardo da Mata Santos, de 21 ano, inclusive, foi motivo de pichações no muro do cemitério do Araçá, da rua Major Natanael. "Série B correu no ABC hahaha" e "Mancha Rosa correu ABC" foram algumas das pichações feitas no local.

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