PM aumenta efetivo para Palmeiras x Corinthians

PM aumenta efetivo para Palmeiras x Corinthians

Serão destacados 600 policiais para o clássico, considerado de alto risco. Normalmente 500 homens trabalham nesse tipo de jogo

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2014 | 12h05

Para a Polícia Militar, o clássico entre Palmeiras e Corinthians, sábado, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Pacaembu, é considerado de alto risco. Por isso, o efetivo de policiais será ampliado. Normalmente são destacados 500 homens para esse tipo de jogo. No sábado, serão 600.

O efetivo extra de cem policiais será usado para reforçar a escolta às torcidas organizadas até o estádio. Para a PM, o problema da violência no futebol não está mais dentro ou nos arredores dos estádios, mas sim em regiões periféricas. Esse ano, três pessoas morreram em São Paulo vítimas de confrontos entre torcidas e todas as brigas ocorreram longe dos estádios.

No último domingo, por exemplo, um palmeirense morreu na Rodovia Anchieta, em São Bernardo, após participar de uma emboscada contra santistas. Em agosto, outro palmeirense morreu depois de confronto com integrantes da Gaviões da Fiel, ligada ao Corinthians, em Franco da Rocha. Em fevereiro, um santista foi espancado até a morte por são-paulinos no bairro de Aricanduva, na zona leste.

"Semana passada tivemos a morte de um torcedor e agora todo mundo vai estar de olho nas torcidas. O grande problema é o trajeto, e não o estádio. Não vamos tolerar nenhum tipo de insulto ou briga. Estaremos prontos para qualquer tipo de intervenção. Se tiver algum problema, vou pedir a suspensão das torcidas. Esse jogo vai ser extremamente monitorado por nós. O policiamento vai ser reforçado nas estações de metrô e da CPTM", disse o comandante do 2º Batalhão de Choque, tenente coronel José Balestieiro Filho.

Durante reunião realizada nesta sexta-feira na sede do batalhão, as organizadas de Corinthians e Palmeiras, com medo de possíveis emboscadas, não quiserem revelar em público quais serão os trajetos que seus integrantes vão fazer para se deslocar até o Pacaembu. Após o encontro, os líderes das facções passaram os itinerários diretamente à PM, Metrô e CPTM.

"Nosso problema está na periferia. As torcidas falam uma coisa aqui e depois fazem outro trajeto", reclamou o chefe de segurança da CPTM, Marcos dos Santos. "Já teve jogo em que estávamos fazendo a escolta de um trem cheio de torcedores e, no meio do percurso, eles desceram só para caçar confusão."

Por causa do risco de confronto entre as torcidas no sábado, até caçambas com resto de entulhos de obras virou motivo de preocupação para a PM. O temor é que paus e pedras sejam utilizados como armamento pelos torcedores. "Qualquer detalhe é importante. Por isso pedimos à Prefeitura que verifique se, no trajeto que as duas torcidas vão fazer até o estádio, não tem nenhum caçamba", disse o capitão Alexandre Vilariço, do 2º Batalhão de Choque.

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