PM consegue controlar os torcedores

A Polícia Militar abafou qualquer tentativa de confusão entre torcedores de Palmeiras e São Paulo após a partida desta quarta-feira no Palestra Itália, como a ameaça de emboscada a são-paulinos nas proximidades do shopping West Plaza, em direção ao Metrô Barra Funda. A PM chegou a tempo de evitar confusões maiores.O esquema pensado e organizado pelo policiamento para "proteger" os torcedores do São Paulo após o jogo funcionou a contento pelo menos nas imediações do estádio. Os são-paulinos ajudaram. Eles obedeceram recomendação do major Walter Gomes Mato de permanecer na arquibancada mais de meia hora após o apito final. Foi o que fizeram. Só deixaram o Parque Antártica aqueles tricolores que não estava usando a camisa do seu time, mesmo assim sempre protegidos por policiais que isolaram a rua Padre Antônio Tomas, entre a Francisco Matarazzo e a Turiaçu.Os palmeirenses estavam "esquentados", mas mais com os jogadores do seu próprio time. Sobrou para Lúcio, Marcinho Guerreiro e até para o técnico Paulo Bonamigo. Os palmeirenses, enfurecidos com o desempenho de sua equipe, esqueceram até de vaiar a saída do atacante Grafite, aos 26 minutos do segundo tempo. Preferiram criticar os cruzamentos de Lúcio. Grafite foi hostilizado durante o jogo, mas não houve referências racistas em nenhum momento. Os são-paulinos da Independente foram escoltados pela PM de volta à sua sede, de onde partiram horas antes do jogo. O esquema já estava montado. Deu certo. Até os 20 minutos da madrugada desta quinta, não havia registro de ocorrências. A PM seguiu pela Matarazzo.

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