PM garante a segurança em Campinas

Apesar da administração do estádio Moisés Lucarelli considerar ?explosivo e perigoso? o jogo entre Ponte Preta e São Paulo, nesta quarta-feira, às 21h50, o comando da Polícia Militar de Campinas garante que tomou todos os cuidados necessários para preservar a segurança dos torcedores. Com efetivo de 450 homens, a previsão é de que não haja tumultos. ?Vamos separar as torcidas e evitar o cruzamento entre elas, principalmente, as organizadas?, garantiu o major Israel Pilmon, do 35.º Batalhão da Polícia Militar. Estudado desde a semana passada, o esquema de segurança ainda prevê um bolsão em torno das oito principais ruas que circundam o estádio, onde apenas os torcedores com ingressos em mãos poderão prosseguir. Na portaria haverá uma rigorosa revista. Os visitantes entrarão pelos portões de fundo, enquanto os ponte-pretanos entrarão através dos portões principais. Dos 18 mil bilhetes colocados à disposição da torcida, 2.500 ficaram com os são-paulinos, 500 deles para a Torcida Independente. ?Sou obrigado a repassar apenas 10% dos ingressos, mas dei mais do que manda a lei?, diz Nenê Tognolo, administrador do estádio, explicando porque não reservou mais ingressos para a torcida adversária, que normalmente fica com 3.500 lugares no setor de fundos do estádio. Os ingressos estão esgotados, mas existe a expectativa de que muita gente desista de ir ao jogo devido ao incidente com a morte de Conde, membro da Torcida Jovem, ocorrido na manhã de segunda. A Rádio Bandeirantes, de Campinas, fez campanha nos últimos dois dias contra a ida do torcedor ao estádio. A sua concorrente mais direta, a Rádio Central, pregou a ?Paz no Majestoso?.

Agencia Estado,

18 de outubro de 2005 | 19h22

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