PM identifica movimento neonazista em torcida do Grêmio

Na prisão de suspeitos de agredir um torcedor foram encontrados símbolos do time tricolor com a suástica

02 de outubro de 2007 | 18h13

A Polícia Militar do Rio Grande do Sul está preocupada com as torcidas organizadas do Grêmio. Ao prender, nesta terça-feira, três torcedores suspeitos de esfaquear um rapaz após o Gre-nal do dia 16 de setembro (dois teriam confessado o crime), o delegado Paulo César Jardim diz ter se deparado com um caso de neonazismo: foram encontrados símbolos do time tricolor com a suástica (símbolo do período em que a Alemanha foi governada por Adolf Hitler)."Quando eu perguntei para um deles [torcedor] que eu não estava entendendo essa tendência neonazista no Brasil, ele me disse: 'Olha delegado, é possível'. Eu disse, como é possível? 'Talvez não seja possível no centro do Brasil para cima até porque lá tem nordestino'. Eu me surpreendi", disse o delegado, em entrevista à Rádio Gaúcha.Ainda segundo Jardim, o movimento tem crescido bastante nas torcidas gremistas, principalmente na torcida Geral do Grêmio. O neonazismo é uma tentativa de resgate do movimento nazista, que tinha preceito racial e visava a "raça pura ariana", contra grupos como homossexuais, negros, índios, judeus e comunistas.Os torcedores presos foram identificados como skinheads (adeptos do culto virilidade, à violência, ao futebol e ao hábito de beber cerveja, com o cabelo muito curto ou rapado), estavam vestidos com a camisa do Grêmio e agrediram a vítima porque ela pertencia a um movimento punk. Apesar da agressão a socos e 11 golpes de canivetes, o rapaz conseguiu se recuperar e está em casa.

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