PM libera bandeira com mastro no Itaquerão em locais específicos

PM libera bandeira com mastro no Itaquerão em locais específicos

Acordo com organizadas 'dribla' lei estadual. VEJA O VÍDEO

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2015 | 09h00

Acordo feito entre torcidas organizadas do Corinthians e Polícia Militar de São Paulo permite a entrada de bandeiras com mastros no Itaquerão. Antes dos jogos e durante os intervalos, as bandeiras são agitadas dentro do campo, atrás do gol localizado no setor Norte do estádio, onde ficam as facções. Pelo acordo, toda a ação tem de ser obrigatoriamente acompanhada pela PM. O estado de São Paulo proíbe os mastros com receio de brigas entre torcedores.

"As torcidas pediram e, então, foi dada essa autorização especial para elas. As bandeiras não podem ficar no meio do público e existe um horário determinado para serem exibidas. Tudo fica sob o controle da PM", explica o coronel Marcos Marinho, chefe do Departamento de Prevenção da Federação Paulista de Futebol e responsável pela segurança nos estádios do Estado.

Em vigor desde 1995, uma lei proíbe as torcidas de São Paulo de utilizar bandeiras com mastros de bambu ou qualquer outro tipo de material nos estádios de futebol. A Polícia Militar alega que o veto é uma forma de tentar prevenir a violência nos estádios. A preocupação é que os briguentos usem os mastros em possíveis confrontos. Qualquer objeto dessa natureza é vetado nas catracas.

Em 2011, a Assembleia Legislativa chegou a aprovar um projeto de lei que previa que torcedores cadastrados poderiam levar bandeiras com mastros aos estádios. O governador Geraldo Alckmin, no entanto, vetou o artigo. À época, ele alegou que os mastros traziam insegurança às arenas porque poderiam ser usados como uma arma em caso de conflitos entre torcedores.

"O acordo para o estádio do Corinthians é pontual e muito claro: se os torcedores se envolverem em alguma confusão e os mastros estiverem no meio delas, eles perderão o direito de levar as bandeiras ao estádio", disse Marinho. Até agora, nenhuma outra torcida se manifestou da mesma forma à PM, ou seja, nenhuma facção de Palmeiras e São Paulo solicitaram a licença para as bandeiras.

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