PM não barra cambistas na Vila Belmiro

Só os cambistas conseguiram furar o esquema de segurança montado pela Polícia Militar e pelo Santos, neste domingo, na Vila Belmiro. Não se sabe como, mas os atravessadores, de novo, trabalharam à vontade nas redondezas do estádio. E o comércio paralelo de ingresso só não foi maior porque faltou mercadoria. "Numerada coberta aqui não vira. O cliente prefere o ingresso de arquibancadas", confidenciava um dos cambistas. "Além disso, o giro é rápido e o lucro é maior".O preço oficial de um ingresso de arquibancada para o clássico deste domingo era de R$ 20. No câmbio negro, o preço variava de acordo com o horário. Por volta das 13 horas, chegou a R$ 100. Mas como os negócios foram aquém do esperado, o preço acabou sendo reduzido gradativamente, na mesma proporção em que se aproximava a hora do jogo. Às 15h30, chegou a R$ 40.No quesito segurança, porém, o esquema funcionou. As torcidas de Santos e Corinthians que vieram de São Paulo, tiveram de utilizar caminhos diferentes. A corintiana veio pela rodovia dos Imigrantes. A santista, pela Anchieta - as duas escoltadas pela Polícia Rodoviária. No final de cada rodovia, a responsabilidade da escolta passou para a Polícia Rodoviária de Santos, que, por sua vez, também utilizou caminhos diferentes até a chegada à Vila Belmiro.Nas proximidades do estádio só chegou quem tinha ingresso na mão. A PM isolou os quarteirões vizinhos da Vila Belmiro. Óbvio que um ou outro conseguiu vencer o bloqueio. Mas, na prática, a segurança não foi comprometida porque o contingente policial era mais do que suficiente: 306 homens, fora os seguranças particulares contratados pelo Santos, que se infiltravam nas duas torcidas.A entrada da torcida corintiana também foi canalizada só para um portão, o de número 21, nos fundos do estádio. Ao final do jogo, a torcida paulistana terá de esperar uma hora para sair do estádio, de acordo com a programação feita pela PM. Além disso, os soldados da PM tiveram a companhia de vários cães da corporação santista.Recordação - Outra providência interessante foi a tomada pelos torcedores: a chegada ao estádio. Faltando uma hora para o jogo, metade do estádio já estava lotada. E até que as duas torcidas fizeram uma guerra saudável, cantando hinos ou saudando a sua equipe. Em meio à disputa, a administração do estádio colaborava com o audio-teipe dos gols santista da vitória sobre o Corinthians, por 3 a 2, na final do Campeonato Brasileiro de 2002.

Agencia Estado,

13 de fevereiro de 2005 | 15h55

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