Reprodução/EI MAXX
Reprodução/EI MAXX

PM nega ter cometido excessos e agredido torcedores do Corinthians no Maracanã

Corintianos entraram em confronto com policiais antes de jogo contra o Flamengo

Mariana Durão, O Estado de S. Paulo

23 Outubro 2016 | 23h35

O confronto entre torcedores do Corinthians e policiais militares no jogo entre o time paulista e o Flamengo neste domingo, no Maracanã, acabou com 40 torcedores detidos. De acordo com o major Silvio Luiz, do Grupamento Especial do Policiamento em Estádios (Gepe), a polícia conseguiu identificar todos os agressores de policiais que estavam no estádio. O grupo foi conduzido à Cidade da Polícia.

Ao final do jogo, policiais cercaram os torcedores do Corinthians no setor de visitantes. Os que não ficaram detidos só foram liberados quase três horas após o fim da partida. Mulheres e crianças foram liberadas, enquanto os homens foram detidos e obrigados a tirar a camisa e levantar o rosto. O objetivo era identificar se no grupo havia torcedores que tivessem participado da agressão aos PMs. As imagens chocaram e nas redes sociais houve rumores de que torcedores estariam sendo agredidos pela polícia.

Segundo o major, muitos agressores foram identificados por tatuagens, por isso o pedido para que tirassem a camisa. Questionado sobre possíveis agressões a torcedores em salas do Maracanã durante a triagem, ele negou. "Negativo. Não tem nenhuma sala ali em cima. A gente foi tirando da arquibancada e levando para a área de circulação e ficaram sentados aguardando para serem encaminhados ao Juizado Especial Criminal ou serem liberados", disse.

Caberá ao delegado de plantão na Central de Garantia da PM, onde os detidos serão apresentados, decidir se eles responderão em liberdade ou se vão para algum presídio. Segundo o major é praxe a torcida adversária aguardar dentro do estádio após o fim do jogo até a saída de toda a torcida do time da casa, neste caso o Flamengo.

Para o major, se houve excesso foi por parte dos torcedores corintianos, a quem classificou de "gangue". "Acho que houve grande excesso por parte dos torcedores. Nem chamo assim, na verdades, esses são uma verdadeira gangue. Vieram para se digladiar. Trocamos e-mail, buscamos liberar os materiais solicitados, escoltamos a torcida. Colocamos os torcedores dentro do estádio em segurança. Por isso, acredito que houve excesso", disse.

O comandante do Gepe relatou ainda que havia muitos torcedores com ingressos falsos e até sem ingresso, o que acabou gerando confusão. "Precisamos realizar uma ação para organizar a entrada dos torcedores e nesse momento, houve algumas tentativas de invasão do estádio pela torcida", contou.

A PM deverá encaminhar todos os relatórios aos órgãos competentes para que possam haver as punições cabíveis aos torcedores. O Gepe, segundo o major, iria escoltar o restante da torcida do Corinthians até um local em segurança, bem próximo ao limite do estado. O policial que aparece sendo agredido nas imagens do estádio passa bem.

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