PM prende 20 cambistas no Maracanã

A repressão aos cambistas marcou a ação policial fora do Maracanã, pouco antes do início do clássico que definiu o campeão da Taça Rio neste domingo. Pelo menos 20 deles foram detidos e encaminhados ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), que funcionou dentro do estádio. Para combater a venda ilegal de ingressos no Fla-Flu, haviam 400 policiais à paisana circulando nos arredores do Maracanã. Alguns portavam filmadoras para registrar a movimentação do público.Eles se juntaram a mais 2.320 policiais militares, convocados para garantir a segurança e evitar distúrbios entre torcedores dos dois clubes nos pontos de confronto mais conhecidos da cidade em dias de grandes jogos. Dois helicópteros do Grupamento Aéreo-Marítimo sobrevoavam o bairro para dar suporte à ação da polícia.Como fazia muito calor no Rio - a temperatura era de 39ºC às 15h45, no Maracanã -, os torcedores deixaram para chegar em cima da hora no estádio. Quase todos já dispunham de ingresso, mas talvez não esperassem pelo tumulto nos portões de acesso. A aglomeração deixava alguns mais tensos e houve provocações entre as torcidas nas imediações da Estátua de Bellini.Policiais, porém, agiram com rapidez para impedir brigas. Em meio à multidão destacavam-se os ambulantes. Uma senhora, que se identificou apenas como Mariana, vendia camisetas do Fluminense e ao mesmo tempo faixas de ?campeão da Taça Rio? do Flamengo a R$ 3. Estava tão confiante no título do Rubro-Negro que reservara uma quantidade grande de faixas para o final da partida. "Aí, vou vender por R$ 5 ou mais", contou.

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