PM tem opiniões diferentes sobre a Vila

A Polícia Militar lamentou a confusão após o jogo de quinta-feira na Vila Belmiro, em que o Corinthians venceu o Santos por 3 a 2, mas garantiu que não houve culpados pelo incidente e afirmou que seu trabalho foi realizado da melhor forma possível.O major Roberto Alves, de Santos, disse que a Vila tem totais condições de abrigar clássicos e que não é a favor da interdição do estádio. Já o coronel Luís Serpa, da PM de São Paulo, foi mais rígido: ?A Vila tem de se modernizar para receber clássicos.??Não houve registro de confronto das torcidas. Ou seja, nosso trabalho foi feito de acordo com o que foi planejado. Quando houve a invasão de campo, nós agimos. O que tem de ser dito é que é impossível conter a torcida em um momento tão passional. A tensão já veio desde que o jogo foi remarcado?, afirmou o major Roberto Alves. ?Se fosse em um outro estádio poderia ter havido mortes. Fizemos um bom trabalho.??Às vezes uma ação de um juiz ou de um jogador desagrada à torcida, como aconteceu. Foi quando o jogador Giovanni chutou a bola para a arquibancada e os santistas resolveram protestar invadindo o campo?, disse o coronel Luís Serpa.Os dois representantes da PM concordam que o número de agentes, de 350, foi suficiente para o clássico. ?Aumentamos o número. Em um jogo para um público de 13 mil pessoas, geralmente trabalham 200 homens. Quase dobramos esse número?, disse o major Roberto Alves. ?Foi um número mais do que suficiente, tanto que não houve grandes incidentes. A torcida do Santos não estava se mostrando violenta, estava inconformada com a arbitragem?, lembrou o coronel Luís Serpa.De qualquer forma, o coronel Luís Serpa revelou que mudanças devem ser feitas na Vila Belmiro. ?Deu para ver que, para ter clássicos como esse, o estádio tem de passar por uma modernização, principalmente nas acomodações. E para serem evitadas invações do campo, como aconteceu ontem.?

Agencia Estado,

14 de outubro de 2005 | 17h06

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