PM terá 450 no jogo Ponte x São Paulo

O responsável pelo policiamento entre Ponte Preta e São Paulo, quarta-feira, às 21h45, no Majestoso, em Campinas (SP), o major Israel Pilmon, do 35.º Batalhão da Policia Militar de Campinas, reconhece que este é um jogo "que inspira cuidados especiais". Ao mesmo tempo ele confirmou o aumento considerável do efetivo, que inicialmente seria de 250 policiais, mas será de quase o dobro, com 450 policiais escalados para assegurar a segurança de 18 mil torcedores.Segundo Pilon, haviam duas agravantes para a preocupação deste jogo. Um deles o elevado número de torcedores e outro a rivalidade entre as facções organizadas das duas torcidas. A confusão ocorrida na Vila Belmiro, quinta-feira, no clássico com o Corinthians serviu como um alerta. Na sexta-feira o major já admitia que escalaria 320 policiais, chegando aos 450 no final desta tarde, após o clima de tensão gerado pela morte do torcedor Anderson Ferreira Thomas, pela manhã, nos arredores do estádio.Os detalhes deste evento estavam sendo preparados desde o dia 10 de outubro, portanto, há uma semana. Por mera coincidência, nesta manhã houve um encontro na sede da PM com representantes das duas maiores torcidas organizadas da Ponte Preta, a Serponte e a Torcida Jovem, além da Torcida Independente do São Paulo. Quase ao mesmo tempo ocorria a morte do torcedor no Majestoso.O clima nos arredores do estádio ficou muito tenso e pesado a partir do anúncio da morte de Thomas, bastante conhecido. Pela manhã, porém, havia um grande número de torcedores nas duas bilheterias destinadas à distribuição dos ingressos. Na frente do estádio recebiam os ponte-pretanos e na parte de fundo os são-paulinos. Segundo Jerônimo Nenê Tognolo, administrador do estádio, logo cedo se percebia nas ruas a presença de "cambistas, desempregados e outros tipos de gente". À tarde a aglomeração era bem maior, com muitas pessoas de cara fechada e olhares ameaçadores. A tensão era geral.Por volta das 17 horas terminaram os 2.000 bilhetes da torcida do São Paulo, que terá ainda o apoio de 500 torcedores da Torcida Independente, que receberam os ingressos por volta do meio-dia. Sobraram 15.500 bilhetes para a torcida da Ponte, que também deve ser esgotado. Até o final da tarde já tinham sido distribuídos perto de seis mil aos ponte-pretanos. A distribuição continuará nesta terça-feira. No dia do jogo as bilheterias estarão fechadas, haverá um bolsão em torno do estádio e apenas os torcedores com bilhetes vão passar as barreiras policiais para adentrar ao estádio. Depois de todos os incidentes ocorridos nos últimos dias, como as brigas na Vila Belmiro, as mortes em São Paulo no domingo e agora a morte de Conde, Tognolo não tem dúvida em concluir: "Este já era um jogo de risco, agora é um jogo explosivo."

Agencia Estado,

17 de outubro de 2005 | 18h23

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