PM usa cães para evitar bombas no clássico paulista

O esquema de segurança do clássico paulista entre Corinthians e Santos, nesta quarta-feira, no Pacaembu, pela semifinal da Libertadores, terá uma novidade. A Polícia Militar irá utilizar, pela primeira vez em São Paulo, cães farejadores para detectar torcedores com bombas e sinalizadores e, assim, evitar que esses artefatos entrem no estádio.

VITOR MARQUES, Agência Estado

19 de junho de 2012 | 18h07

"É a primeira vez que a gente utiliza isso (cães farejadores num jogo de futebol) e espero que funcione", contou o tenente-coronel José Balestiero Filho, comandante do 2º Batalhão de Choque da PM, que é responsável pelo esquema de segurança do clássico paulista no Pacaembu. "É um procedimento muito comum, como acontece nos aeroportos."

Como não há um número grande desses cães farejadores - o tenente-coronel não soube precisar quantos serão utilizados nesta quarta-feira - e esses animais não podem trabalhar muitas horas, o trabalho deles será concentrado na entrada do tobogã. "O Tobogã é minha maior preocupação", admitiu José Balestiero Filho, lembrando que o setor será destinado exclusivamente aos corintianos e fica muito perto da área reservada aos santistas no Pacaembu.

Além da novidade dos cães farejadores, a PM fez um esquema de segurança reforçado para o clássico paulista. "Sabemos que é um jogo de vida ou morte (para os dois times na Libertadores) e aumentamos bastante o efetivo", disse o tenente-coronel. Assim, haverá um contingente de cerca de mil policiais no Pacaembu e região, sendo 300 deles dentro do estádio.

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