José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

PM vê risco de confrontos entre torcidas no domingo

Tabela do Campeonato Paulista marca Santos x Linense e Corinthians x Mogi Mirim para a capital e polícia teme brigas

Almir Leite e Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2015 | 07h00

Vem mais confusão por aí por causa do risco de confronto entre torcedores em dia de rodada do Paulista. Desta vez, o motivo do temor é que a tabela marca para domingo o jogo entre Santos e Linense para as 18h30 no Pacaembu e a partida entre Corinthians e Mogi Mirim para as 16h na Arena Corinthians.

Existe o receio de que corintianos e santistas se peguem em pontos da cidade, no metrô e estações de trem, e por isso a Polícia Militar solicitou à Federação Paulista de Futebol a alteração do local do jogo do Santos, mas a entidade não parece disposta a atender o pedido.

Inicialmente, Santos e Linense jogariam na Vila Belmiro. Mas a diretoria santista, pensando em obter uma melhor arrecadação, tentou levar o encontro para uma cidade do interior. Como não apareceram interessados, pediu então que a partida fosse realizada no Pacaembu e a FPF aceitou. A PM é contra, porque considera haver risco de confronto.


“Pedimos à federação para mudar o jogo do Santos. Não dá para fazer dois jogos desses. Estamos aguardando a posição da entidade’’, disse o tenente-coronel José Balestiero Filho, comandante do 2.º Batalhão de Choque. Ele espera resposta até quinta-feira. “Se não for mudado, vamos estabelecer um plano operacional para os dois jogos.’’

Pelo menos até ontem a FPF estava propensa a manter a tabela. “Estamos estudando, mas por enquanto nada muda. São jogos de times grandes contra equipes do interior, não deverá haver problemas’’, considera o coronel Isidro Suita, diretor do departamento de competições.

Para o Santos, o jogo será no Pacaembu. “Não acredito em alteração porque a solicitação de mudança foi feita há muito tempo’’, disse o presidente do clube, Modesto Roma Júnior.

O Ministério Público tentará intermediar um acordo. “Vou conversar com o comandante do 2.º Batalhão de Choque e com a federação. Se não houver mudança, vai ser preciso estabelecer um plano de segurança muito bem feito por causa dos dois jogos’’, entende o promotor Paulo Castilho.

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