Lindsey Parnaby/AFP
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Pochettino pode deixar o Tottenham após goleada diante do Bayern

No cargo desde 2014, argentino é o sexto treinador mais longevo nas cinco grandes ligas europeias.

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2019 | 04h30

A goleada histórica por 7 a 2 sofrida em seu próprio estádio contra o Bayern de Munique na terça-feira, cinco meses depois de chegar à final da Liga dos Campeões, pode provocar o fim do casamento entre Tottenham e o técnico Mauricio Pochettino. O argentino se encontra em uma encruzilhada. Ao ver o placar do jogo com o Bayern, a pergunta que todos se fizeram foi: onde foi parar o Tottenham dos primeiros 30 minutos, que pressionou e criou várias chances de gol?

Mas, além da goleada, existem problemas visíveis que afetam o time do norte da capital britânica. No cargo desde 2014, Pochettino é o sexto treinador mais longevo nas cinco grandes ligas europeias. Logo, é legítimo pensar em um desgaste de sua mensagem aos jogadores e de seus métodos de trabalho.

E também em seu cansaço e em sua convicção de que ainda pode melhorar o desempenho de um time que ele conseguiu levar muito longe. Além disso, clubes maiores, como o Manchester United, parecem dispostos a abrir as portas para o argentino.

O Tottenham faz retoques a conta-gotas em seu elenco a cada ano e jogadores que parecem desejar sair do clube afetam o interior do grupo, como no caso de Christian Eriksen que sonho em jogar no Real Madrid.

“Quando você tem uma equipe desestabilizada, é sempre difícil. (O que precisamos é) uma boa mentalidade, solidariedade e a energia de estar todos juntos, não que cada um tenha sua própria agenda na equipe”, explicou Pochettino apontando claramente o dinamarquês após a humilhante eliminação nos pênaltis na Copa da Liga inglesa contra o modesto Colchester (da 4ª divisão), há uma semana.

A proximidade do fim de contrato de jogadores importantes como a dupla de zagueiros centrais belgas formada por Jan Vertonghen e Toby Alderweireld acrescenta incertezas à equipe. Pochettino não perde nunca a chance de lembrar que, para seu desgosto, não tem muita voz na política de contratações.

“Não tenho essa sensação (de equipe em fim de ciclo) de jeito nenhum. Vejo muita alegria no vestiário e quando vamos ao campo para cada treino. Todo mundo está contente de jogar aqui”, garantiu Vertonghen antes do duelo com o Bayern.

Não está claro se os sorrisos vão continuar após a goleada por 7 a 2. / COM AFP

 

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