Poderoso trio ofensivo da Holanda encara a sólida defesa do México

Sistema defensivo mexicano, que sofreu apenas um gol até agora, será testado pelo forte ataque de Robben, Van Persie e Sneijder

Paulo Favero e Sergio Torres - Enviados especiais a Fortaleza, O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2014 | 22h00

Apontado como o ataque-sensação da Copa depois de marcar dez gols em três jogos na primeira fase, incluindo uma goleada sobre a campeã do mundo, a Espanha, o trio ofensivo da Holanda, formado por Robben, Van Persie e o meia Sneijder, terá agora o desafio de enfrentar o México, uma equipe bastante sólida defensivamente e que vê o goleiro Ochoa em ótimo momento.

Os mexicanos, que empataram com o Brasil, sofreram apenas um gol na competição até aqui e prometem surpreender a favorita equipe europeia para roubar-lhe a vaga nas quartas de final.

Minucioso no estudo dos adversários, o técnico holandês Louis van Gaal vive um contrassenso no atual momento da Copa. Ele montou uma equipe fortíssima na defesa e um meio de campo repleto de volantes. Na teoria, abdicava do futebol altamente ofensivo que caracteriza a seleção da Holanda desde a primeira metade dos anos 70.

 

 

Assumiu, claramente, a estratégia do futebol de resultados. E deu tudo errado: nesta Copa, o que se destaca é o ataque, formado por craques de 30 anos, os três na terceira Copa.

O esquema de jogo montado por Van Gaal para a primeira fase do Mundial se baseava em contra-ataques encetados a partir dos desarmes dos zagueiros e dos volantes. As triangulações pelo meio e o lançamento curto para a passagem dos atacantes, em especial o velocista Robben, vinham em sequência dessas tomadas de bola.

No primeiro jogo com a Espanha, nada vinha dando certo até que surgiu uma jogada jamais planejada por Van Gaal. A Holanda perdia por 1 a 0, atuava mal, o primeiro tempo estava prestes a acabar, quando o lateral-esquerdo Blind fez um lançamento de 40 metros na cabeça de Van Persie. Foi um gol espetacular, talvez o mais bonito do Mundial até agora. E a Holanda surpreendeu no segundo tempo, arrasando os campeões do mundo, humilhados pelos 5 a 1 de uma goleada histórica.

Para enfrentar o México, seleção com defesa sólida e bons jogadores do meio para a frente, o técnico da Holanda planeja voltar ao esquema do primeiro jogo, com três zagueiros e dois volantes. Imagina que, assim, terá espaço para os contra-ataques fulminantes de seus artilheiros.

Van Gaal prefere ser cauteloso de início. Afinal, a Holanda sempre joga no ataque e nunca vence a Copa. Resta saber se, a exemplo do que ocorreu contra os espanhóis, os jogadores seguirão esse roteiro.

Já no lado mexicano, o técnico Miguel Herrera tem o time na mão e está otimista para mais uma boa atuação. A equipe encontrou uma forma de atuar que se baseia na força da marcação e, atrás, é liderada pelo capitão Rafa Márquez. A esperança é fazer o desarme e mandar bolas para Giovani do Santos e Peralta no ataque.

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