Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians e Cesar Grecco/Agência Palmeiras
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians e Cesar Grecco/Agência Palmeiras

Polêmicas e histórias dão peso extra à decisão entre Corinthians x Palmeiras

Rivais iniciam neste sábado a luta pelo título motivados pela boa campanha, mas também pela rivalidade que cerca o confronto centenário

Daniel Batista e Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2018 | 07h00

Após 19 anos, Corinthians e Palmeiras voltam a decidir um título com motivos de sobra que apontam para duas grandes partidas. Confusões nos últimos encontros, divergência de dados históricos, tabus, busca pelo bicampeonato estadual, primeira decisão nas duas arenas mais modernas do Estado... Motivos não faltam para crer em final emocionante, a começar por hoje, às 16h30, na Arena Corinthians. 

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No último encontro entre os rivais, em fevereiro, teve vitória corintiana por 2 a 0. De quebra, nova polêmica: a marcação de um pênalti de Jailson em Renê Júnior. O árbitro Raphael Claus assinalou o lance com bastante atraso, para a revolta palmeirense. O goleiro chegou a falar “que passaram a mão” no Palmeiras, acusando a arbitragem de beneficiar o rival em sua casa. A expulsão e a reclamação resultaram em punição para Jailson, que tem jogado sob efeito suspensivo – o novo julgamento está marcado para terça e pode deixá-lo fora da partida decisiva domingo. 

No ano passado, o encontro também foi parar nos tribunais. Clayson e Felipe Melo, que deverão se reencontrar hoje, discutiram no caminho dos vestiários e chegaram a arremessar objetos um no outro. Ambos foram punidos pelo TJD.

Nenhuma polêmica foi tão lembrada nos últimos dias, no entanto, quanto a ocorrida na última vez em que se enfrentaram valendo título. No distante 1999, pelo Paulistão, Edilson transformou o jogo em pancadaria ao fazer embaixadinhas provocativas e causar a ira dos palmeirenses, revoltados com o deboche. A partida foi encerrada antes do tempo e o Corinthians sagrou-se campeão (venceu o primeiro jogo por 3 a 0 e empatou o segundo em 2 a 2). 

A rivalidade é tão grande que Corinthians e Palmeiras não conseguem se entender nem em relação ao retrospecto histórico. Os palmeirenses consideram dez partidas a mais, referentes ao Torneio Início e à Taça Henrique Mudel, de 1938, além de um W.O oficializado.

Nas duas contas, o Palmeiras leva a melhor. Segundo os alviverdes, são 129 vitórias, 126 derrotas e 110 empates. Já os corintianos dizem que têm 124 resultados positivos, contra 125 dos palmeirenses e 106 empates. 

Se a história é favorável aos comandados de Roger Machado, o retrospecto recente pende aos corintianos. Desde que assumiu o time, Carille só venceu: 1 a 0, 2 a 0, 3 a 2 e 2 a 0.

“Nos últimos dois anos, o retrospecto está a favor do nosso rival, mas, se pegar os últimos dez, está igual. Se pegar historicamente, a gente está na frente”, diz o técnico do Palmeiras.

Conquistar esse título terá sabor especial ao Palmeiras. Além de evitar o bicampeonato do Corinthians, a equipe acabará com o tabu de dez anos sem ganhar o regional. A última vez foi no Palestra Itália, contra a Ponte.

Apoio. Ontem, mais de 500 torcedores alviverdes foram ao CT dar apoio ao time no último treino antes do jogo. O clima foi de festa, com gritos e cantos que lembravam conquistas sobre o Corinthians, como no Estadual de 93. O Palmeiras estuda a possibilidade de abrir um treino no Allianz antes da decisão.

A disputa das arenas é mais um ingrediente da rivalidade. Allianz Parque e Arena Corinthians receberão a primeira final entre os dois. É torcida única. “A gente espera por duas grandes festas das torcidas”, disse Gabriel, ex-Palmeiras e agora no Corinthians. Para chegar à decisão, os finalistas eliminaram na semi São Paulo e Santos, respectivamente, nos pênaltis

 

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