Edison Temoteo/Futura Press
Edison Temoteo/Futura Press

Polícia apura elo entre crime organizado e assassinato de fundador da Mancha

Fundador de organizada do Palmeiras foi enterrado nesta sexta, após levar 16 tiros

Ciro Campos, Glauco de Pierri, O Estado de S. Paulo

03 de março de 2017 | 19h48

A Polícia tem a possível ligação com o crime organizado como a principal linha de investigação para o assassinato do fundador da Mancha Verde, Moacir Bianchi. O torcedor do Palmeiras levou 16 tiros na madrugada de quinta-feira na zona sul da capital paulista, no bairro do Ipiranga, em emboscada com a participação de outros dois veículos. O enterro foi na manhã desta sexta-feira.

O trabalho de apuração começou com imagens de câmeras da região e se baseia na informação de uma cisão dentro da uniformizada. A briga interna teve como causa desavenças entre a diretoria da Mancha e integrantes da zona sul da cidade. A rivalidade cresceu por disputa no comando e o vínculo de membros com o crime organizado, ligação que irritou alguns dos participantes.

Horas antes do crime, associados da Mancha discutiram em frente à sede da torcida, na Rua Caraíbas, em frente ao Allianz Parque – Bianchi esteve no encontro e conversou com os demais integrantes. O conflito foi considerado internamente uma resposta à briga no último dia 12, entre a chamada "sede" e integrantes de outras regiões. Por se sentir desprestigiada pelo comando da organizada, representantes da zona sul foram à região do estádio, onde agrediram alguns desafetos da cúpula da Mancha Verde.

Moa, como era conhecido, ajudou a fundar a entidade em 1983 e era visto com mediador do desentendimento. "Uma pessoa que tanto lutou para que a Mancha Verde pudesse se tornar uma grande torcida, e para que a torcida do Palmeiras fosse respeitada. Moacir fez da Mancha Verde a sua vida", diz o comunicado da torcida no Facebook. A agremiação anunciou o encerramento das atividades por tempo indeterminado.

 

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