Valeria Gonçalvez/ AE
Valeria Gonçalvez/ AE

Polícia colombiana diz que não pode prender Rincón para Interpol

Não há tratado de extradição entre Colômbia e Panamá

Luis Jaime Acosta, REUTERS

30 de abril de 2015 | 19h38

A polícia da Colômbia não pode deter o ex-jogador de futebol Freddy Rincón para interrogatório pelo suposto crime de lavagem de dinheiro no Panamá, como solicitado pela Interpol, porque não há nenhum tratado de extradição com aquele país, disse nesta quinta-feira uma autoridade policial graduada.Rincón, de 48 anos, ex-jogador da seleção colombiana, é acusado de ter participado de uma conspiração criminosa para lavar dinheiro do tráfico de drogas, de acordo com a Interpol.

"O aviso vermelho da Interpol tem o caráter de prisão preventiva para fins de extradição. Não é possível extraditar colombianos para o Panamá e não tendo os requisitos legais no país, não podemos capturá-lo", disse a jornalistas o general Jorge Rodríguez, diretor da Polícia Judicial e da Investigação Criminal.

O jogador de futebol aposentado tem negócios e interesses imobiliários no Panamá que foram adquiridos em parceria com o traficante colombiano Pablo Rayo Montano, de acordo com investigações por parte das autoridades desse país.Rincón tornou-se famoso em seu país jogando no América de Cali, antes de passar por clubes do Brasil, Itália e Espanha, incluindo Palmeiras, Santos, Napoli e Real Madrid.O meio-campista disputou a Copa do Mundo de 1994 e fez parte do time do Corinthians que ganhou o Mundial de Clubes em 2000.

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