Ruters/ Yara Nardi
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Polícia da Holanda vê Feyenoord e Roma como jogo de 'alto risco'

Após confronto da torcida holandesa com a polícia romana no centro da cidade, autoridades preveem 'troco' dos torcedores italianos

Estadão Conteúdo

25 de fevereiro de 2015 | 10h37

Depois dos estragos causados pela violenta torcida do Feyenoord no centro histórico de Roma, a polícia holandesa aumentou sua preocupação com o jogo de volta da primeira fase dos mata-matas da Liga Europa, quinta-feira, em Roterdã. A expectativa é de que os romanos queiram vingar os distúrbios da semana passada.

Na última quinta-feira, cerca de 6 mil holandeses foram a Roma para o jogo de ida e provocaram uma "guerra urbana" na cidade, conforme descrição do prefeito romano Ignazio Marino. Conhecidos pela truculência, os "ultra" (torcedores radicais) do Feyenoord entraram em conflito com a polícia, atiraram garrafas de cerveja e devastaram a famosa Piazza di Spagna, quebrando a recém-restaurada fonte Barcaccia.

Agora, a polícia holandesa espera o troco dos romanos. A expectativa é de que 2.700 italianos cheguem a Roterdã para o jogo de quinta-feira, sendo que 10% deles são potenciais vândalos, nas contas das autoridades da cidade. Agentes de segurança da Itália vão à Holanda para ajudar os policiais locais a identificar eventuais hooligans.

Gijs van Nimwegen, porta-voz da polícia de Roterdã, disse que o jogo há semanas sabe-se dos riscos da partida, que agora é considerada de "alto risco". Por isso, os italianos serão isolados na antiga zona portuária da cidade, segregados dos torcedores do Feyenoord, e viajarão em ônibus especiais até o estádio.

Enquanto isso, as autoridades holandesas estudam como vão ressarcir Roma pelos prejuízos causados pelos seus cidadãos. Por enquanto, estão apoiando iniciativas privadas de angariação de fundos, mas podem ser fiadores do pagamento. O governo e a prefeitura de Roterdã, entretanto, prometem processar os hooligans e cobrar deles a conta.

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