Amanda Perobelli|Estadão
Amanda Perobelli|Estadão

Polícia vai dobrar escolta de times e torcedores neste Palmeiras e Grêmio

Por ser jogo decisivo e com estádio cheio, PM colocará mais um pelotão da Rocam nesta terça-feira no Pacaembu

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2019 | 11h00

A Polícia Militar do Estado de São Paulo vai dobrar a escolta dos torcedores e das delegações de Palmeiras e Grêmio no jogo desta terça-feira à noite, no Pacaembu, às 21h30, pelo duelo de volta das quartas de final da Copa Libertadores da América. Com isso, a PM  destaca um pelotão a mais do policiamento da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) para fortalecer a escolta. O número total do efetivo não foi divulgado.

"Estamos reforçando o efetivo de Rocam para fazer a escolta das delegações e das torcidas também. Em um evento normal, faríamos com um pelotão apenas, mas estamos colocando um a mais", informou o major Ricardo Xavier, responsável da Polícia Militar pela segurança nos estádios de São paulo, em entrevista ao Estado. Em outras áreas não haverá aumento do policiamento, nem mesmo na parte interna do Pacaembu.

De acordo com informações da PM, muitos torcedores farão a viagem de Porto Alegre a São Paulo para acompanhar a partida. A expectativa é de que o Pacaembu receba cerca de 2 mil gremistas no setor de visitante, localizado no canto direito das numeradas cobertas do estádio. No duelo de ida, quando o Palmeiras venceu por 1 a 0, com gol de Scarpa, torcedores de Grêmio e Palmeiras ocuparam os mesmos espaços antes de a bola rolar na Arena do Grêmio. As organizadas dos clubes têm bom relacionamento, o que pode indicar que não faverá brigas. 

Mesmo com este contexto, a PM decidiu aumentar o efetivo por se tratar de um jogo decisivo e por causa da presença de muitos torcedores. Os ingressos estão esgotados desde a última quarta-feira. Com isso, o Pacaembu deve receber entre 35 mil e 37 mil torcedores. A preocupação da PM diz respeito ainda a possíveis focos de problemas em caso de derrota e eliminação do Palmeiras. Caso o Palmeiras não confirme sua vaga na semifinal, policiais farão um cordão mais forte de proteção nos alambrados do estádio e nas proximidades do vestiário. Recentemente, a toricda uniformizada do Palmeiras ameaçou de morte o técnico Felipão e alguns de seus jogadores. 

PROBLEMA HISTÓRICO

Em 2006, a Polícia Militar evitou uma tragédia no Pacaembu. Após sair em vantagem no marcador, o Corinthians perdeu por 3 a 1 do River Plate, em partida válida pelas oitavas de final da Libertadores. Revoltados com a eliminação iminente, corintianos tentaram invadir o campo e entraram em confronto com a polícia, que conseguiu conter os torcedores mesmo em menor número. A partida acabou sendo encerrada pelo árbitro chileno Carlos Chandía por falta de segurança.

 

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