Polícia espera MP para investigar Barbarense

A Polícia Federal só vai investigar a suspeita de investimento irregular de empresas russas no União Barbarense caso seja apresentada denúncia pelo Ministério Público. O time paulista ganhou destaque nos jornais da Suíça depois que foi anunciada a compra do Servette, maior clube do país, pela UB Corporation. Essa empresa administra o futebol do União desde o segundo semestre do ano passado.De qualquer forma, os agentes comandados pelo delegado Moisés Eduardo Ferreira, de Piracicaba - responsável pela região -, garantem que estão acompanhando o noticiário dos jornais e da imprensa local. Eles afirmam que, até o momento, não há prova ou indício de irregularidade.Mas há desconfiança na cidade. O radialista Flávio Scavassa, da Rádio Luzes da Ribalta, admite que a parceria "sempre provocou suspeita", porque nunca se soube ao certo a origem do dinheiro investido. E diz que nas ocasiões em que os dirigentes foram questionados, se mostraram evasivos. "O futebol do clube é administrado por empresa privada, que não deve satisfações a ninguém", desconversam.O presidente do clube, Marcos Lucena, está na Europa, e Sergey Shibynsky, diretor-financeiro do União Barbarense Limitada, não fala nada sobre o assunto.O caso surgiu depois que jornais como o Tribune de Geneve descobriram que a compra do Servette (fundado em 1890) foi da empresa russa de petróleo Loukoil, dona de vários clubes na Europa, dentre eles o Spartak Moscou. Só que na Suíça divulgou-se que o comprador era o União Barbarense e não a UB Corporation, coincidentemente com iniciais semelhantes.

Agencia Estado,

23 de janeiro de 2004 | 20h16

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