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Reuters / Ralph Orlowski
Reuters / Ralph Orlowski

Polícia investiga nova carta reivindicando autoria de ataque a ônibus em Dortmund

Motivação de atentado contra o Borussia teria partido de grupo ultradireitista, com menção a líder nazista Adolf Hitler

Estadao Conteudo

15 de abril de 2017 | 12h42

A polícia alemã informou, neste sábado, que está investigando uma terceira reivindicação de autoria do ataque contra o ônibus do Borussia Dortmund, ocorrido na terça-feira passada. Segundo as autoridades responsáveis, a nova possibilidade apresenta como motivação para o ataque uma retórica de ultradireita.

O diário Tagesspiegel, de Berlim, publicou na edição deste sábado que havia recebido um e-mail, na última quinta-feira, no qual o autor anônimo fazia menção ao líder nazista Adolf Hitler, pregava contra o multiculturalismo e afirmava que o ataque em Dortmund era uma "última advertência". O escritório da promotoria federal confirmou ter recebido o e-mail do jornal.

Três explosões atingiram uma janela do ônibus que levava a delegação do Borussia do hotel onde estava hospedada em direção ao estádio de Dortmund para a disputa do jogo contra o Monaco, válido pela Liga dos Campeões da Europa. Um policial e o zagueiro espanhol Marc Bartra foram feridos na explosão.

No local do atentado, foram encontradas três cópias de uma carta reivindicando autoria do ataque, segundo a qual o mesmo teve motivação islâmica extremista. Mas as autoridades levantaram a possibilidade de se tratar de uma pista falsa. Os investigadores questionaram também a credibilidade de outra reivindicação, divulgada na internet, que sugeria um motivo ultraesquerdista para o ataque.

O CEO do Borussia, Hans-Joachim Watzke, admitiu que o clube considerou a possibilidade de se retirar do torneio após o ocorrido. "Me perguntei por um momento se deveríamos nos retirar completamente da competição", disse Watzke em uma entrevista para a revista alemã Der Spiegel. "Mas penso que (a desistência do torneio) teria sido uma vitória para os autores do ataque", completou o dirigente do time alemão.

Watzke também contou que transmitiu aos jogadores a opção de decidir se queriam ou não jogar. "Disse: se alguém que não se sente em bom estado para jogar, pode dizer ao treinador. Nós entenderemos totalmente e ofereceremos todo o respaldo possível", revelou o CEO do clube alemão. Vários atletas criticaram a decisão de realizar a partida tão rapidamente após o atentado, mas ninguém se recusou a entrar em campo no duelo que foi reagendado de terça-feira para a última quarta. O time alemão, ainda em estado de choque, perdeu por 3 a 2. Agora, o time de Dortmund terá de reverter a vantagem adversária no jogo da volta, que será realizado no Principado de Mônaco, na próxima quarta-feira.

BARTRA

 zagueiro Marc Bartra, atingido no braço por estilhaços na explosão da última terça, deixou o hospital onde estava internado neste sábado, conforme anunciou o clube na sua conta oficial no Twitter. O jogador, que precisou ser submetido a uma cirurgia na noite de terça-feira, sofreu uma fratura do rádio (osso do antebraço) e teve também ferimentos na mão direita. O jornal alemão Bild publicou uma foto de Bartra ao lado de familiares ainda no hospital, demonstrando que estava bem. O treinador do Borussia, Thomas Tuchel, acredita que o zagueiro estará de volta à equipe em quatro semanas.

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