Polícia Militar nega uso de arma e São Paulo relata invasão

Major afirma que oficiais tiveram que apartar uma briga entre seguranças e jogadores argentinos

AE, Agência Estado

13 Dezembro 2012 | 07h57

SÃO PAULO - A Polícia Militar negou que seguranças do São Paulo estavam portando armas de fogo no Estádio do Morumbi na noite de quarta-feira, durante a decisão da Copa Sul-Americana contra o Tigre, da Argentina. O major Gonzaga confirmou que a polícia foi convocada para separar uma briga generalizada entre seguranças do clube brasileiro e jogadores e membros da comissão técnica do time argentino, mas garantiu que ninguém estava armado durante o tumulto.

"Nós fomos chamados para separar uma briga generalizada entre comissão técnica, jogadores do Tigre e seguranças do São Paulo. O policiamento chegou lá, a briga estava generalizada. A Polícia Militar só separou a briga e não constatou que ninguém estivesse armado. Se isso fosse constatado, o segurança seria preso", disse o policial em entrevista à Rádio Estadão ESPN.

A diretoria do São Paulo apresentou a sua versão para o início da confusão que provocou o abandono da final da Copa Sul-Americana pelo Tigre na noite de quarta-feira. Vice-presidente de futebol do clube, João Paulo de Jesus Lopes declarou que os jogadores do time argentino tentaram invadir o vestiário da equipe paulista.

"Eles tentaram invadir nosso vestiário e temos seguranças nossos machucados", disse o dirigente, garantindo que vai pedir para a Confederação Sul-Americana de Futebol impor uma punição severa ao Tigre. "Pediremos também providências sérias contra eles na Conmebol. Eles têm que ser punidos", completou.

Presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio debochou do comportamento do Tigre e declarou que a conquista do título da Copa Sul-Americana foi mais saborosa com o abandono da equipe argentina. "Foram 67 mil torcedores. O Tigre estava com a língua de fora. Eles iriam tomar uma goleada e fizeram um papel feio. A fuga dos argentinos é a nossa vitória maiúscula", afirmou.

Na noite de quarta-feira, o São Paulo abriu vantagem de 2 a 0 no primeiro tempo da decisão da Copa Sul-Americana. Na saída para o intervalo, jogadores e membros das comissões técnicas das duas equipes se desentenderam. Em seguida, o time argentino entrou em conflito com os seguranças do time paulista no vestiário do Morumbi.

Após a confusão, os jogadores do Tigre alegaram falta de segurança para retomar o jogo, por conta de supostas agressões de seguranças do São Paulo e de policiais dentro do vestiário. E até apontaram marcas de sangue nas paredes dos vestiários.. Com o abandono do time argentino, o árbitro chileno Enrique Osses encerrou a decisão da Copa Sul-Americana, garantindo a conquista do título continental pelo clube brasileiro.

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