Polícia não prenderá torcedor corintiano

O corintiano Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, acusado pela Polícia Civil como o autor do disparo que matou o palmeirense Diogo Lima Borges no último dia 16, não vai ter a prisão temporária solicitada pela Polícia. Rodrigo foi indiciado por homicídio doloso na quinta-feira passada e, como a lei eleitoral proíbe prisões 4 dias antes e 48 horas depois da votação, ele acabou comparecendo à delegacia e indo embora. Sua prisão só pode ser efetuada a partir das 17 horas desta terça-feira, mas o delegado Luiz Carlos do Carmo descartou essa hipótese. ?Não vamos precisar pedir a prisão dele. Ele está colaborando com as investigações e tem residência fixa?, disse Luiz Carlos, que voltou a afirmar que as provas contra Rodrigo são contundentes. Segundo o delegado, o corintiano efetuou disparos em dois lugares: em cima da plataforma (onde foi flagrado pelas câmeras da CPTM) e perto das catracas, na parte de baixo. ?Há testemunhas que viram ele atirando nesses dois locais?, informou. A polícia aguarda agora o laudo do médico legista para saber a trajetória da bala. Além de Rodrigo, outros 7 torcedores já foram indiciados. Quatro por rixa e três por tentativa de homicídio. ?Estamos ouvindo mais testemunhas e identificando outros suspeitos da confusão?, confirmou o delegado, que deve indiciar alguns torcedores por formação de quadrilha. ?Não foi apenas uma rixa normal. Foi tudo muito bem organizado.? WELLINGTON - O caso do corintiano Wellington Martins, de 25 anos, morto com um tiro na cabeça na Avenida Santo Amaro após o jogo entre Palmeiras e Corinthians, segue sendo investigado no 11º DP. Segundo o delegado João Aparecido da Costa, as investigações prosseguem sem nenhuma novidade e a polícia não tem nenhum suspeito do crime. ?Está difícil?, resumiu.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2005 | 19h38

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