Ballesteros/EFE
Ballesteros/EFE

Polícia prende dois suspeitos de matar torcedor na Espanha

Ultras do Atlético de Madrid são acusados de assassinar torcedor do Deportivo La Coruña último dia 30 antes de confrontos entre times

Estadão Conteúdo

16 de dezembro de 2014 | 11h48

A polícia espanhola anunciou nesta terça-feira que prendeu dois acusados de terem matado de forma brutal um torcedor do La Coruña no último dia 30 de novembro, poucas horas antes do confronto que o time travou com o Atlético de Madrid, no Vicente Calderón, na capital do país, pelo Campeonato Espanhol.

Francisco Javier Romero Taboada, de 43 anos, morreu horas depois de ser vítima de agressões. Ele chegou a ser jogado no Rio Manzanares, que passa perto do estádio do Atlético de Madrid. Na ocasião, o torcedor foi encontrado com uma séria lesão na cabeça após ser golpeado com barra de ferro e, quando resgatado, já havia sofrido parada cardiorrespiratória. O caso chocou a Espanha.

Segundo relatos da imprensa local, cerca de 180 pessoas participaram da briga naquele dia, que começou três horas antes da partida e envolveu torcedores radicais, conhecidos como "ultras". A polícia revelou nesta terça que prendeu 32 'ultras' em Madri, Ávila e Toledo, após promover grande operação para procurar envolvidos no assassinato e nos atos violentos lamentáveis que aconteceram dia 30.

A polícia não revelou o nome dos dois torcedores presos como suspeitos de terem matado Francisco Javier Romero Taboada, conhecido como Jimmy, que fazia parte da organizada radical do La Coruña, batizada de Riazor Blues, agora proibida pelo clube de frequentar partidas do estádio do time. Por outro lado, o Atlético de Madrid também expulsou os torcedores ligados ao grupo Frente Atlético, organizada da equipe.

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