Polícia prende suspeito de atirar em palmeirenses

'Encontramos duas armas na casa do rapaz e ele foi preso em flagrante por porte ilegal de armas'

Tatiana Fávaro, Agencia Estado

23 de fevereiro de 2010 | 19h37

A Polícia Civil de Jundiaí prendeu nesta terça-feira em São Carlos, a 231 quilômetros de São Paulo, um comerciante de 29 anos, suspeito de ter atirado contra torcedores palmeirenses no confronto do quilômetro 58 da Rodovia dos Bandeirantes, que deixou uma pessoa morta e ao menos 11 feridas na noite do último domingo.

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O homem, torcedor do São Paulo, segundo informações da polícia, pode ter feito o disparo que matou o técnico de informática Alex Furlan de Santana, de 29 anos, sepultado nesta terça, em Limeira. Santana morreu com um tiro na cabeça. Outros três integrantes da torcida organizada Mancha Alviverde - dois de Sorocaba e um de Campinas - ficaram feridos a balas.

A polícia pediu a prisão temporária de 15 dias do suspeito pela participação no confronto. "Quando fomos cumprir o mandado de prisão, encontramos duas armas na casa do rapaz e ele foi preso em flagrante por porte ilegal de armas. Essas armas podem ter estreita relação com o crime de homicídio", afirmou Antonio Dota Júnior, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí.

De acordo com Dota Júnior, as investigações até agora indicam que a briga entre integrantes da Mancha e da Independente foi premeditada, e não casual. O homem detido não estava no ônibus de são-paulinos que parou na altura do posto Lago Azul, onde já estavam os palmeirenses. Torcedores do Palmeiras que estavam em veículos de passeio e vans teriam avisado por celular os que haviam parado no posto para lanchar de que um ônibus da Independente passaria pelo local.

"Houve provocação entre palmeirenses e são-paulinos à margem da rodovia e em vez de o ônibus seguir em frente, parou. Aí começou o tumulto", informou o delegado.

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