Polícia segue busca por chefe da quadrilha que manipula resultados no futebol

Anderson Silva Rodrigues continua foragido

Estadão Conteúdo

12 de julho de 2016 | 21h31

A Polícia Civil de São Paulo ainda não localizou Anderson Silva Rodrigues, tido como chefe da quadrilha das apostas que manipula resultados no futebol brasileiro. Ele é investigado pela Operação Game Over, deflagrada na semana passada. Nove pessoas foram presas e há um outro envolvido, Thiago Coutinho, que também está sendo procurado.

O arranjo de resultados mediante pagamento de subornos de até US$ 30 mil acontecia em jogos de campeonatos estaduais de São Paulo (Séries A2 e A3), Ceará, Rio Grande do Norte e Acre, entre outros. Até divisões de base eram alvo de aliciadores, que combinavam resultados com jogadores, treinadores e dirigentes. A quadrilha agia para favorecer apostadores do continente asiático.

Nos depoimentos à polícia, todos os presos acusaram Anderson de também enganá-los, não fazendo a eles o pagamento combinado por sua participação no esquema, que usava empresários de futebol (Carlos Rabelo, que atuava no Ceará, Wanderley Cordeiro e seu filho, Wanderley Cordeiro Junior), o olheiro Francisco Gonçalves e os ex-jogadores Carlos Luna, Rodrigo Guerra - que também trabalhava como olheiro, de acordo com as investigações -, Márcio Souza, o treinador Marcos Ferrari, além de Jefferson Teixeira, executivo que em 2015 trabalhou como diretor de futebol do Guaratinguetá.

Dos nove presos na semana passada, Rabelo, Gonçalves, Cordeiro, Cordeiro Junior e Guerra foram liberados após prestarem depoimento. Mas podem voltar a ser presos, depois de for apresentada denúncia. Inicialmente, o Ministério Público tinha intenção de concluir a denúncia esta semana, mas deverá fazê-lo na semana que vem.

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