Antonio Lacerda/EFE
Antonio Lacerda/EFE

Polícia usa bombas de gás para dispersar confusão perto do Maracanã

Tensão ocorreu antes e depois do jogo entre Flamengo e Independiente, pela final da Sul-Americana

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2017 | 20h34
Atualizado 14 de dezembro de 2017 | 09h54

RIO - Depois da partida entre Flamengo e Independiente, que terminou empatada e com o título da equipe argentina, houve confusão na saída das torcidas. Alguns torcedores do Flamengo não reagiram bem à perda da taça e tornaram a saída do Maracanã uma praça de guerra, atirando morteiros e bombas em direção aos carros de transmissão da imprensa e arremessando grades das arquibancadas.

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Além disso, paus, garrafas e pedras foram atirados em direção ao estacionamento do estádio. A Polícia Militar reagiu utilizando gás de pimenta, jatos de água e balas de borracha e a cavalaria foi acionada. O confronto ocorreu principalmente perto do portão F do Maracanã e na rua que leva à estação de metrô que tem o mesmo nome da arena. Houve correria e relatos de famílias com crianças no meio da confusão, além de pessoas que tiveram que esperar para sair de carro por mais de uma hora. Até o ônibus do Flamengo ficou preso dentro do estádio, aguardando a hora que a situação acalmasse para poder sair.

A tensão entre flamenguistas e torcedores argentinos aconteceu antes mesmo do jogo. A PM fez barreiras e reforçou o policiamento na Avenida Eurico Rabello, por onde entrou a torcida argentina. A confusão começou no início da noite e voltou a se repetir a partir das 20h. Bombas de gás explodiam a todo instante, e o cheiro da fumaça e uma leve irritação nos olhos puderam ser sentidos inclusive do lado de dentro do estádio. Dezenas de rubro-negros invadiram o estádio pulando as catracas do portão F do Maracanã. O ônibus do Independiente foi apedrejado ao chegar para a final.

O clima de tensão para o jogo começou ainda na véspera. Na terça-feira, centenas de flamenguistas promoveram tumulto em frente ao hotel onde a delegação do Independiente se hospedou, na Barra da Tijuca. Além disso, cerca de 2.000 rubro-negros fizeram confusão em Copacabana. A Polícia Civil autuou 49 deles, incluindo três menores. Todos acabaram soltos.

A Conmebol repudiou os atos de violência ocorridos antes da partida em seu twitter. Os ocorridos podem gerar punições como multas e jogos com portões fechados para o Flamengo na Copa Libertadores de 2018.

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