Polícia vai investigar posse de explosivos das organizadas do Corinthians

Cinco rojões alterados foram apreendidos nas sedes das organizadas, o que configura crime por posse de explosivos

Felipe Cordeiro, Gonçalo Júnior e Vítor Marques, O Estado de S. Paulo

21 de fevereiro de 2014 | 04h48

SÃO PAULO - O primeiro dia da "Operação Hooligans", realizada pela Polícia Civil para prender os invasores do CT do Corinthians, pode resultar em outro tipo de investigação: a posse de explosivos pelos torcedores. Além das prisões, foram apreendidos cinco rojões modificados nas sedes das torcidas organizadas do Corinthians. Elisabete Sato, diretora do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), disse que a compra e venda de rojões não é ilícita. Os itens encontrados, no entanto, foram modificados para ampliar seu poder e isso configura crime por posse de explosivos. Os objetos foram encaminhados para perícia técnica.

"Os resultados da perícia podem determinar outro tipo de investigação e eventual indiciamento por posse de explosivos", explica Sato.  Além de drogas e rojões modificados, foram encontrados na Gaviões R$ 2.158,00 e US$ 3.300 (R$ 7. 900,00). O advogado Ricardo Cabral afirma que o dinheiro é lícito e resultado das vendas de ingressos na subsede da torcida no Japão.

As investigações continuam. A Polícia Civil ainda tem três mandados de prisão para executar e aguarda o resultado das perícias para definir novos questionamentos.  O atacante Paolo Guerrero, que teria sido "esganado" por torcedores durante a invasão do CT Joaquim Grava, será convocado para depor pela Polícia Civil. O objetivo é ajudar na identificação dos torcedores.

"Já foram ouvidas diversas pessoas do Corinthians, como o presidente, o chefe de segurança, funcionários, o médico Joaquim Grava. O Paolo Guerrero ainda pretendemos ouvir, assim como outras pessoas", disse Margarete Barreto, delegada responsável pelo caso.

A hipótese da facilitação da invasão do CT do Corinthians para pressionar os jogadores – investigada pela Polícia Civil – já havia sido levantada pela Polícia Militar nos primeiros dias após o tumulto, que também teve danos ao patrimônio e agressão aos funcionários.

O comandante-geral da PM, Benedito Roberto Meira, afirmou que o cenário encontrado não mostrava indícios de invasão. "Eles invadiram por um alambrado que nós imaginamos que não houve invasão. Na verdade, entendemos ali que eles entraram pelo portão da frente", declarou o comandante à Rádio Jovem Pan.  "As câmeras só mostram o momento da invasão, nada de roubo, agressão", disse Margarete Barreto, delegada responsável pelo caso.

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