Reprodução/Facebook
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Policiais que atuaram em briga de torcidas no RS são afastados

A Brigada Militar do Rio Grande do Sul confirmou que o tiro que vitimou o jovem Maicon Douglas de Lima partiu que um oficial

Lucas Azevedo, O Estado de S. Paulo

03 de fevereiro de 2015 | 15h05

A Brigada Militar, do Rio Grande do Sul, afastou cinco policiais que atuaram na briga entre torcidas, em que Maicon Douglas de Lima, 16 anos, acabou morto com dois tiros, nesse domingo, na região metropolitana de Porto Alegre. Entre eles está o soldado que admitiu ter feito os disparos que teriam atingido as costas do jovem.

Os servidores estão fora do policiamento ostensivo e à disposição dos oficiais que instauraram um inquérito militar para apurar suas condutas durante o tumulto. Já se sabe que o soldado atirou com munição de verdade, quando deveria ter utilizado armamento não-letal. Segundo o comandante da BM do município de Novo Hamburgo, tenente-coronel Luiz Fernando Rodrigues, ele admitiu disparar sua pistola por se sentir ameaçado durante a briga entre as torcidas de Aimoré e do Novo Hamburgo - após partida do Gauchão entre as duas equipes, que terminou em 2 a 2.

Lima foi encontrado caído na rua, com duas marcas de tiros nas costas. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Centenário, mas não resistiu. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as circunstâncias da morte do adolescente. A Brigada Militar também instaurou inquérito militar para verificar a atuação de seus quadros.

A identidade do soldado que admitiu ter efetuado os disparos não foi revelada. A Polícia Civil e Brigada Militar também estão apurando a suspeita, levantada por testemunhas, de que os projéteis retirados do corpo de Lima, no hospital, teriam sido trocados.  Atendentes relataram à polícia que, por instantes, uma bala sumiu e, em seguida, foi novamente apresentada por um policial militar - dessa vez o projétil não tinha marcas de sangue, mas de cimento.

As duas frentes de investigação - na Polícia Civil e na Brigada Militar - analisarão imagens das câmeras de segurança da instituição à procura de indícios que possam comprovar a irregularidade.

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