Policiamento reforçado evita confronto entre as torcidas

Unidade do Jecrim é instalada no Palestra Itália, mas sem nenhum incidente grave registrado

Giuliano Villa Nova, do Estadão

20 de julho de 2007 | 00h55

O esquema de policiamento reforçado impediu que ocorressem conflitos entre as torcidas de Palmeiras e Santos no clássico desta quinta-feira. Preocupada com a realização do jogo no Estádio Palestra Itália, a Polícia Militar aumentou e muito o efetivo nas proximidades do local do jogo. Especialmente na Rua Padre Antonio Tomas, por onde entraram os torcedores santistas."O estádio do Palmeiras é muito bom para a realização dos jogos, mas pelo fato de as ruas em volta serem estreitas, não há como fazer um policiamento adequado", comentou o major Tadeu Camargo, do 2.º Batalhão da Polícia Militar. "Há grande probabilidade de incidentes, por isso tivemos de redobrar a atenção. Brigas foram marcadas pela internet entre os torcedores", alertou o policial.O comando da PM havia solicitado à Federação Paulista que o clássico fosse transferido para o Morumbi, em razão da briga entre as torcidas de Palmeiras e Santos ocorrida no empate por 3 a 3, em fevereiro, pelo Campeonato Paulista, mas o pedido não foi atendido. Para sorte das autoridades, a violência não se repetiu.Antes do jogo não foram registrados confrontos porque as torcidas organizadas do Santos, em quatro ônibus, chegaram ao Palestra Itália já com a boa rolando, aos 15 minutos do primeiro tempo.Para aumentar a segurança dos torcedores, uma unidade do Jecrim (Juizado Especial Criminal) foi instalada no Palestra Itália, mas as únicas ocorrências antes do jogo foram entre fiscais da prefeitura e camelôs, que tiveram seus produtos apreendidos.Os comerciantes que tradicionalmente trabalham nas imediações do estádio ficaram revoltados. Mas ninguém conteve a atuação dos cambistas, que aproveitaram as bilheterias já fechadas e ofereciam ingressos de numerada e arquibancada por até R$ 50,00.

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