Victor Straffon/AFP<br>
Victor Straffon/AFP<br>

Político se desculpa com Ronaldinho e Querétaro após declaração racista

Pressionado por torcedores e instituições mexicanas, Carlos Manuel Treviño Núñez tem de voltar atrás publicamente

O Estado de S. Paulo

15 Setembro 2014 | 13h34

A grande repercussão negativa no México fez o político Carlos Manuel Treviño Núñez voltar às redes sociais para se desculpar pelo ato de racismo cometido contra Ronaldinho Gaúcho, chamado por ele de ‘macaco’. Com o país todo contra, o deputado usou o twitter para se dizer arrependido. "Ofereço minhas sentidas desculpas para Ronaldinho por meu comentário infeliz. Assumo a responsabilidade dos meus atos", escreveu o político mexicano, logo após virar alvo da revolta dos torcedores do Querétaro, clube que contratou o meia brasileiro, e também de muitos mexicanos pelo ato racista.

O novo clube de Ronaldinho havia pedido um "castigo exemplar" para Manuel Teviño às autoridades locais e ainda exigiu uma retratação do político em público.O deputado postou as desculpas e logo depois cancelou seu perfil na rede social, já que virou vítima dos mexicanos e dos fãs de Ronaldinho.

"Peço desculpa sinceras ao clube Querétaro e aos seus torcedores pela minha lamentável expressão. Como pessoa e como jogador, Ronaldinho tem todo o meu respeito." Revoltado por ficar preso no trânsito na sexta-feira, dia da apresentação oficial do jogador, o ex-secretário do Desenvolvimento Social de Querétaro (2006 a 2009) resolveu desabafar pelo Facebook e fez ataques discriminatórios contra o astro brasileiro.

"Realmente, eu tento ser tolerante, mas detesto futebol e o fenômeno de idiotice que ele produz. Eu detesto ainda mais porque as pessoas inundam as avenidas fazendo-nos chegar duas horas mais tarde em casa. E tudo isso para ver um macaco... Brasileiro, mas ainda assim um macaco. Isso é um circo ridículo", postou pela primeira vez.

Poucas horas depois de sua declaração, o político virou persona non grata no México. A repercussão negativa o obrigou a pedir desculpas também ao partido político, o PAN (Partido da Ação Nacional). "Ofereço de coração sinceras desculpas por minha imprudente declaração, que atenta contra a instituição e seus princípios."

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