Políticos alemães são julgados por racismo contra atleta

O principal dirigente do ultradireitista do Partido Democrático Alemão e dois membros influentes se negaram nesta terça-feira a se declararem culpados por incitação e difamação racista por um panfleto distribuído durante a Copa do Mundo de 2006.

AE-AP, Agencia Estado

24 de março de 2009 | 21h07

O texto indicava que o zagueiro Patrick Owomoyela, de mãe alemã e pai nigeriano, era indigno de jogar na seleção alemã. Além disso, aparecia a camiseta dos tricampeões mundiais com a legenda: "o branco não é só a cor da camiseta! Por uma verdadeira seleção nacional!"

Udo Voigt, chefe do Partido Democrático Alemão, o porta-voz Klaus Bier e o chefe da assessoria legal partidário Frank Schwerdt podem pegar até cinco anos de prisão caso sejam condenados pelos crimes de incitação racial e difamação.

Owomoyela, que está no Borussia Dortmund, e a Federação Alemã de Futebol entraram com o processo. A entidade alega que a ação tem o objetivo de combater as "campanhas racistas contra jogadores da seleção alemã".

O Partido Democrático Alemão considera o processo "absurdo" e "político", justificando que o número 25 era "pura casualidade". Na época, a polícia invadiu a sede do partido e confiscou 75 mil panfletos.

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