Políticos da CBF podem perder espaço na entidade

Artigo do código proíbe que gestores ocupem cargos públicos

O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2016 | 07h08

Um artigo do Código de Ética que está sendo elaborado pela comissão dos advogados poderá obrigar a CBF a fazer mudanças radicais na sua diretoria, caso seja aprovado. É o de número 13, que em seu inciso I diz constituir conflito de interesses gestores e diretores ocuparem, simultaneamente, cargo eletivo ou de gestão na administração pública.

Atualmente, a CBF tem quatro diretores que ocupam cargos políticos. O vice-presidente Gustavo Feijó é prefeito de Boca da Mata (AL). Outro vice, Marcus Vicente, é deputado federal (PP/ES). Há outros dois dirigentes que estão na Câmara: Marcelo Aro, da diretoria de ética e transparência (PHS/MG) e Vicente Cândido, da diretoria de assuntos internacionais (PT/SP). No futuro, exercer essas duas atividades ao mesmo tempo pode vir a ser proibida.

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, diz que ainda não é possível ter uma posição sobre esse ou qualquer outro aspecto do código proposto, pois o Comitê de Reformas sequer teve acesso ao documento - isso deverá ocorrer em 9 de junho. "É muito precoce. (A proposta) Ainda não chegou às instâncias de decisão".

Para ser aprovado, o novo Código de Ética da CBF, depois de passar pelo Comitê de Reformas - composto por 17 integrantes escolhidos pela entidade - terá de ser submetido à diretoria da CBF e, por fim, receber o sinal verde em um assembleia geral. Durante essa tramitação, pode ser modificado, com itens alterados, incluídos e retirados.

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