Polivalente, Dudu Cearense quer mais

Ele é o único jogador brasileiro que serviu três seleções diferentes nos últimos 12 meses. Dudu Cearense foi campeão mundial Sub-20, esteve no grupo convocado por Carlos Alberto Parreira para a Copa das Confederações e agora está em Concepción com a equipe Sub-23. "Está acontecendo tudo muito depressa na minha carreira, mas eu quero é mais. É minha primeira convocação para a Sub-23, mas vim disposto a ser titular", diz.Dudu passa longe do protótipo do volante ?brucutu?, aquele que só consegue marcar e parar a jogada. Sabe sair para o jogo, entrega bem a bola, usa o seu 1,86 m para se destacar no jogo aéreo nas duas áreas e tem uma vocação goleadora rara em jogadores da posição. "Comecei como meia, por isso tenho facilidade para ir à frente e fazer gols. Fui recuado para volante quando estava no juvenil do Vitória, mas não me conformo em ficar só lá atrás. Vou à frente porque gosto e também por saber que posso ser mais útil jogando desse jeito."O gosto pelo ataque ganhou força durante o Mundial Sub-20, que foi disputado em dezembro nos Emirados Árabes Unidos. No esquema inicial do técnico Marcos Paquetá, Dudu seria o volante mais fixo e Carlos Alberto, do Figueirense, teria mais liberdade para apoiar. "Não agüentava ficar só lá atrás, me sentia amarrado. No jogo contra a Eslováquia, a gente estava perdendo e eu vi que tinha que me soltar. Fiz dois gols e mostrei dentro de campo que merecia ter mais liberdade para ir à frente."Além dos gols salvadores contra a Eslováquia - um deles na ?morte súbita? -, Dudu fez mais dois na competição: um na derrota por 3 a 2 para a Austrália e outro na vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, nas semifinais. Com isso, dividiu a artilharia com o argentino Cavenaghi, o japonês Sakata e o norte-americano Ed Johnson.Entre tantas alegrias que teve em 2003, uma que guarda com carinho foi a chance de ter convivido com o grupo da Seleção principal na Copa das Confederações, na França. "Cheguei na principal antes de chegar na Sub-23... O Ronaldinho Gaúcho e o Émerson ficavam me alugando, dizendo que eu era ?gato?. Mesmo sem ter jogado, foi uma experiência que nunca vou esquecer. E espero voltar a ter logo."

Agencia Estado,

05 de janeiro de 2004 | 09h28

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