Pololi se complica em acareação na PF

O depoimento do árbitro Romildo Corrêa, dado à Polícia Federal e aos promotores que investigam o caso, durante a tarde desta terça-feira, incriminou ainda mais o desempregado Vanderlei Pololi, acusado de ser o aliciador de árbitros no esquema de corrupção do futebol brasileiro. Corrêa e Pololi foram colocados frente a frente e o piracicabano confessou que esteve no escritório de advocacia onde o juiz trabalha, em Osasco, em setembro de 2004. Disse que foi até lá para tratar da sua aposentadoria. Até então, Vanderlei havia negado qualquer contato com árbitros de futebol. ?Ele não me encarou?, disse Romildo. O juiz reafirmou que não foi cooptado. ?Ele não chegou a me dizer nada sobre o esquema. Só disse que queria falar em particular. Como me recusei, foi embora?. O promotor José Reinaldo Carneiro atestou que Romildo Corrêa é inocente e criticou as atitudes de Pololi. ?Ele criou uma história inverossímel. É ridícula a postura que ele está tomando?, afirmou. ?Ele está fazendo pouco caso da investigação?. Para o promotor, Vanderlei está em situação grave e suas contradições servem a apenas um propósito. ?O silêncio e as mentiras dele têm servido para acobertar nomes que ainda não vieram à tona?. A prisão preventiva de Pololi, que vencia à meia-noite desta terça, foi prorrogada por mais cinco dias.

Agencia Estado,

04 de outubro de 2005 | 20h13

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