Ponte anuncia acordo com empresa italiana

Numa tentativa de sair da crise financeira que assola o clube há quase dois anos, a direção da Ponte Preta anunciou a parceria com uma empresa italiana para o gerenciamento do departamento de futebol. Os valores envolvidos no acordo válido até dezembro de 2005 não foram revelados pelas partes que pretendem implantar no Majestoso uma co-gestão capaz de solucionar problemas além de formar um bom time para a próxima temporada. Mesmo gerando desconfiança, a Ponte Preta Esportes definiu o acordo com a Olimpic Team, sediada em Milão, na Itália, mas que teria negócios em vários países da Europa. Ela é presidida por Domenico Picolli. Segundo o diretor financeiro da empresa, Silvio Fiuza, não houve envolvimento financeiro no negócio, uma vez que caberá à mesma gerar recursos e meios para o desenvolvimento das atividades do futebol do clube. Pelo lado da Ponte Preta, avaliaram o negócio o presidente Sérgio Carnielli e o vice-presidente Marco Antônio Eberlin. A nova equipe de trabalho já está definida, com o campineiro Silvio Godoy encabeçando o futebol profissional. Para o departamento de marketing da parceria foi indicado Oberdan Silva, sendo que a advogada Sandra Fiuza responderá pelo departamento jurídico. A coordenação do departamento de futebol amador fica à cargo de Roberto Aguiar. Os próximos passos do grupo é definir a comissão técnica e o elenco para 2004, que começa dia 21 de janeiro com o Campeonato Paulista. A apresentação dos jogadores está marcada para dia 5 de janeiro. Estranho - A parceria entre Ponte e Olimpic foi divulgada ainda sob o impacto negativo à respeito da participação direta do presidente Sérgio Carnielli na Partbol Negócios e Participações S/C Ltda, criada em 1998 para administrar o futebol da Ponte Preta S/A. O novo acordo, portanto, poderia significar a substituição desta empresa (Partbol) que tem como principal acionário o próprio Carnielli, com 82,5%, com dívida anunciada em R$ 3 milhões, mas estimada bem acima, perto dos R$ 8 milhões. O dirigente estaria assim deixando o futebol, dando o primeiro passo para renunciar à presidência, cargo assumido em 1996. O dirigente está sendo investigado pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara Federal por envolvimento no esquema Banestado, escândalo do Banco do Paraná que teria remetido ilegalmente de 30 a 60 bilhões de dólares para o exterior.

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