Ponte briga contra inferno astral

Na véspera de completar 105 anos de vida, nesta quinta-feira, dia 11 de agosto, a Ponte Preta vive seu inferno astral. Depois de ficar oito rodadas consecutivas na liderança e duas em segundo lugar, o time tenta diante do Palmeiras, nesta quarta-feira, às 20h30, no Palestra Itália, evitar sua terceira derrota seguida no Campeonato Brasileiro. "Esta fase é passageira. Acho que vamos deixar tudo para trás já neste jogo", espera Conceição, a torcedora-símbolo do clube. A torcida de forma geral, porém, não tem a mesma calma, principalmente depois dos tropeços diante do Flamengo, no Rio de Janeiro, e Coritiba, em Campinas. Os ponte-pretanos estão em estado de alerta. Embora o time tenha 33 pontos, apenas um atrás do líder Corinthians, pode despencar para a oitava posição em caso de um novo revés. "Estamos trabalhando contra isso, buscando alternativas para voltarmos a vencer", explica o técnico Zetti, que manteve a promessa de não mudar o esquema 4-5-1, mas exige dos jogadores a mesma aplicação na marcação demonstrada na época em que o time era comandado por Oswaldo Alvarez, o Vadão. "Diante do Coritiba não recebemos nenhum cartão amarelo, contra quatro deles. É um sinal de que fizemos poucas faltas e que não fomos bem na marcação", exemplifica o treinador. O aviso ao elenco foi bem claro na sua frase de que "futebol é simples e não tem frescura". As ameaças de mudanças, no entanto, ficaram restritas à volta do lateral-esquerdo Bruno, recuperado de uma virose. Ele entra no lugar do jovem Iran, uma boa surpresa nos últimos jogos. Na manhã desta terça, Zetti comandou um treino tático, mas antes conversou bastante com os jogadores. A expectativa é por uma vitória para que seja completa a festa de aniversário, marcada por um jantar, na quinta-feira à noite, na sede social do clube. Para Zetti, o confronto entre a má fase da Ponte e o bom momento do Palmeiras, invicto há seis jogos, "é natural no futebol". O jogo será especial para o atacante Kahê, artilheiro do time com nove gols e que não balança as redes há quatro jogos. Ele ainda tem contrato com o Palmeiras até junho de 2007, mas garante que não guardou mágoas por não ter sido mais bem aproveitado no Palestra Itália. "É claro que é um jogo especial, mas sem nenhum motivo para me vingar. Estou feliz na Ponte Preta", disse o atacante. Há um mês, seu procurador Wagner Ribeiro recusou uma proposta de US$ 1,5 milhão do futebol turco. A expectativa é de que seu atestado liberatório estará mais valorizado em dezembro, quando termina seu empréstimo com a Ponte Preta.

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