Ponte diz que Flamengo jogou irregular

O vice-presidente da Ponte Preta, Marco Antonio Eberlim, denunciou uma irregularidade na inscrição do volante Fabinho junto ao Flamengo. Segundo o dirigente, não houve tempo hábil para a regularização do ex-atleta ponte-pretano que se transferiu ao clube carioca. Segundo o dirigente, o prazo limite para a participação na primeira rodada do Campeonato Brasileiro seria dia 20 de março. Acontece que a Ponte só liberou os documentos no dia 24 de março e Fabinho participou da estréia, dia 30, no empate por 1 a 1 com o Coritiba. "Só gostaria que alguém me explicasse esta mágica", disse Eberlim, lamentando o fato de que Fabinho sempre foi muito correto com o clube.A irregularidade se baseia no capítulo III artigo 8º, que diz o seguinte: "Para a rodada inicial do campeonato, a documentação original e completa dos atletas deverá estar protocolada na CBF até as 19 horas do dia 20 de março de 2003, ou seja, com seis dias úteis de intervalo mínimo antes do início do campeonato, bem como também, com seis dias úteis de intervalo mínimo antes das partidas subseqüentes".A denúncia, em tom de desabafo, aconteceu nesta terça-feira à noite depois da Ponte perder um ponto no STJD do Rio de Janeiro por incluir o volante Roberto no empate por 1 a 1 com o Inter-RS. Os pontos do jogo foram computados ao time gaúcho e a Ponte ainda foi multada em R$ 6 mil. O time ainda deve perder os três pontos que conquistou diante do Juventude, na vitória por 1 a 0. Um clima de revolta e tensão tomou conta do Majestoso após a sessão no Rio de Janeiro.Manifestação - O dirigente disse que só não tinha se manifestado antes porque fazia parte da estratégia estabelecida pela defesa do advogado Marcelo Goes. O dirigente disse desconhecer outra possível irregularidade com relação ao lateral Luciano Baiano, que também trocou a Ponte pelo Flamengo. Ele estreou contra o Fluminense, domingo, na goleada por 4 a 1, no Maracanã. O departamento jurídico, porém, foi precavido. Quando observou a ausência do nome do atleta no BID, entrou com pedido e conseguiu uma liminar junto ao presidente do STJD, Luiz Zveiter, que autorizava a sua participação no clássico Fla-Flu.Alegando que a Ponte Preta sofrerá ainda outras represálias por parte do Clube dos 13 por ter "levantado a bandeira de uma divisão justa da receita obtida com as emissoras de televisão", Eberlim convocou sua torcida para o que chama de uma "cruzada" dentro do Brasileirão. "Tudo está contra a gente. Vamos pagar quase R$ 18 mil com um trio de arbitragem no jogo contra o Criciúma, porque o trio é pernambucano. Como vamos fazer frente às despesas com a esmola que eles (Clube dos 13) vão nos dar a partir do mês que vem, em torno de R$ 250 mil por mês?". Os próprios dirigentes parecem condenar a Ponte ao rebaixamento à Série B.

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