Ponte: falta de pagamento gera revolta

O clima de emoção e alívio vividos pela Ponte Preta após a vitória sobre o Brasiliense, no último domingo, que livrou o time do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, foi substituído, nesta terça-feira, pela revolta dos jogadores. Muitos deles foram ao estádio Moisés Lucarelli para receber salários e prêmios atrasados, mas ficaram a ver navios. Os jogadores receberam, há alguns dias, apenas os salários referentes ao mês de outubro, mas os pagamentos de novembro e de dezembro estão atrasados. O clube costuma pagar até o dia 5 de cada mês. A promessa dos dirigentes, na semana passada, era de que todas as pendências seriam resolvidas após o jogo que definiu a permanência do time na elite nacional. Havia a esperança, inclusive, de receber o 13.º salário antes das férias. Pela manhã houve um mal estar na parte interna dos portões principais do estádio, mas poucos jogadores tiveram coragem de se manifestar publicamente, com medo de represálias. ?Ainda não cumpriram o que nos prometeram, mas espero que tudo se resolva em alguns dias?, comentou o zagueiro Rafael Santos, prata da casa, e um dos mais calmos. O gerente de futebol, Ronaldão de Jesus, ficou encarregado de enfrentar os revoltosos. E prometeu que tudo será resolvido ainda nesta semana.

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