Ponte pega o Santos de olho no Guarani

De frente com o Santos, mas de olho no Guarani. Esta é a Ponte Preta que estará neste sábado à tarde no gramado da Vila Belmiro, tentando evitar a terceira derrota consecutiva dentro do Campeonato Brasileiro. É um momento delicado, onde o técnico Nenê Santana não esconde que adoraria pegar outro adversário que não estivesse tão empenhado em buscar o título da temporada. "Só de enfrentar o Santos é um problema em qualquer momento simples. Imagine então com eles brigando pelo título. Vai ser complicadíssimo", prevê Santana, que balançou no cargo após as derrotas para o Cruzeiro (5 a 0) e São Paulo (1 a 0). Mas a diretoria bateu o pé e afastou, pelo menos de momento, a possibilidade de qualquer mudança. Mesmo porque ainda visa buscar uma vaga numa competição internacional em 2005, ou Taça Libertadores ou Copa Sul-Americana. No momento, a Ponte ocupa a oitava posição, com 53 pontos. Mais próximo ainda o clube tem outro objetivo: derrubar o Guarani, seu maior rival e à beira de ser rebaixado para a Série B. O dérbi campineiro acontecerá no dia 24, ou seja, na 37ªrodada. "O legal é a gente ganhar moral lá na Vila Belmiro e entrar com o moral alto no dérbi", diz Nenê que se sentiu à vontade para armar o time no estranho esquema tático 3-6-1, priorizando a marcação. O empate seria visto como excelente resultado. Dentro da armação, o ataque vai ficar apenas com Alecsandro, um atacante rápido, contratado junto ao Sport Recife para substituir Weldon, artilheiro do time com oito gols e que se transferiu para o futebol árabe. O novo titular é filho de Lela, um atacante de pernas curtas revelado pelo Noroeste e que sagrou-se campeão brasileiro com o Coritiba, em 1985. "Espero aproveitar esta chance de participar de um grande jogo e sei que preciso marcar gols", comentou Alecsandro, ainda sem marcar em três participações no time. O meia Danilo volta ao meio campo para dividir com Lindomar a responsabilidade de armar as jogadas ofensivas, com Alecsandro ou com os alas, André Cunha e Bill. Mas durante a semana o sistema de marcação tomou conta das atenções. Sem o zagueiro Luís Carlos, suspenso, o volante Marcus Vinícius será improvisado como terceiro zagueiro. Ele fará a cobertura de Gustavo, responsável pelo primeiro combate aos atacantes Robinho e Deivid. Por outro lado, Ricardo Conceição deve ser a "sombra" de Ricardinho, na tentativa de impedir que ele arme o jogo santista. Esta função seria desempenhada por Luciano Baiano, que passou a ser desfalque de última hora. Nesta manhã ele passou por exames de ressonância magnética e os médicos constataram uma lesão no músculo adutor da coxa direita. Ele acabou vetado e nem participou do rachão realizado no gramado do Majestoso. Após o almoço a delegação seguiu para Santos.

Agencia Estado,

15 de outubro de 2004 | 16h49

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