Ponte pode usar até quatro atacantes

Como só a vitória interessa para livrar o time do rebaixamento à Série B, a Ponte Preta pode até arriscar tudo durante o jogo contra o Fortaleza, domingo, às 16 horas, no Majestoso, em Campinas. O técnico Abel Braga, sempre muito contestado e polêmico, testou a escalação de quatro atacantes e a adoção do esquema suicida 4-2-4. Esta seria a principal surpresa para o time cearense.O técnico ponte-pretano, porém, faz questão de minimizar a alternativa e, na verdade, nem espera ter que usá-la. "Usamos isso no treino, mas não quer dizer que vamos usar no jogo", desconversou. Uma alternativa habitualmente usada nos momentos de desespero é o levantamento de bolas para o argentino Gigena, que não marca gols desde os três que garantiram a vitória da Ponte sobre seu maior rival, o Guarani, no dia 11 de outubro, pela 36ª rodada.Com novo visual, de cabelos loiros, Gigena está confiante, mesmo sabendo que começará o jogo na reserva. "Tenho certeza de que vamos ganhar e que vou entrar no jogo. Estou confiante", comentou.A prioridade da Ponte é sair jogando no tradicional esquema 4-4-2. Assim, o time contaria com Lauro; Marquinhos, Gerson, Luís Carlos e Alan; Romeu, Piá, Adrianinho e Rafael Ueta; Jean e Lucas. Mas, se um resultado adverso persistir durante o jogo, o técnico poderá mesmo arriscar tudo com o 4-2-4.Nesse esquema, o time teria as substituições do lateral Marquinhos e do volante Rafael Ueta. Entrariam o argentino Darío Gigena e Vaguinho, com o ataque sendo formado por Gigena, Vaguinho, Jean e Lucas.A Ponte Preta ocupa a penúltima colocação no Campeonato Brasileiro, com 47 pontos. O Fortaleza está um pouco melhor, com 49 e no 20º lugar. O time campineiro precisa vencer, enquanto o cearense só depende do empate para escapar do descenso.A expectativa era pela venda dos 17.200 ingressos ao preço promocional de R$ 5. Mas até o final da tarde, só tinham sido vendidos pouco mais de três mil tickets, bem abaixo do esperado.

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