Ponte Preta adia planos de arena e CT, mas aposta em equilíbrio financeiro

Clube aproveita inédita saúde financeira e paz política

Estadão Conteúdo

01 Outubro 2016 | 09h00

Nunca na sua história mais do que centenária, a Ponte Preta esteve tão organizada, estruturada e com a sua saúde financeira tão equilibrada. Reina no Moisés Lucarelli uma paz política. Por esta razão, a atual diretoria pretende premiar a torcida com o tão sonhado primeiro título. Mas, por conta da crise econômica no país, adiou os projetos de construir a Arena Ponte Preta, com capacidade para 30 mil torcedores, e ter um centro de treinamento completo nos arredores de Campinas (SP).

"Nós atingimos este estágio porque sempre andamos com os pés no chão", disse o presidente do clube, Vanderlei Pereira, um especialista em finanças. Ele foi sócio e tesoureiro do presidente de honra Sérgio Carnielli, empresário de sucesso e que participa diretamente da gestão do clube desde 1997.

Disputando pelo segundo ano seguido a Série A do Campeonato Brasileiro, a Ponte Preta ampliou a sua receita advinda das transmissões de seus jogos pela televisão, além de publicidade e marketing. A sua marca está cada vez mais valorizada e ligada a empresas de ponta como a Brasil Skin, Monroe Amortecedores e Adidas - seu fornecedor de material esportivo.

Do orçamento anual de R$ 43,6 milhões, foi destinada ao futebol nesta temporada a quantia recorde de R$ 31,9 milhões. Mesmo com a saúde financeira em dia, é impossível brigar em condições parecidas com os grandes clubes, donos de orçamentos bem maiores. Nada capaz de diminuir a esperança e o sonho dos dirigentes em buscar o primeiro título.

"A torcida quer e cobra um título, mas nós trabalhamos dentro da realidade. Não queremos ser campeões? Claro que sim. Estamos dando passo a passo e uma hora isso, invariavelmente, vai acontecer. É um processo natural", afirmou Giovanni Dimarzio, vice-presidente. Se o futebol vai bem, o clube acompanha.

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